O Ritual dos Chrysântemos: um desafio à classificação

Carlos Ribeiro

Resumo


RESUMO

Esta resenha busca discutir, a partir de uma leitura crítica, a obra O Ritual dos Chrysântemos, de Celso Kallarrari. Para tanto, buscamos, pois, contextualizar o romance clássico, desde o seu surgimento até o romance contemporâneo, moderno, cuja figura do narrador confunde-se às personagens, de modo que ele não é confiável, porque não é um narrador onisciente confiável. NO Ritual dos Chrysântemos, por exemplo, esse narrador tem algo do autor, mas ele não é o autor, não pode ser confundido literalmente com o autor. Com efeito, este romance é sintomático, de uma época moderna e que veio ao longo do século XX passando por transformações, por implosões, como se fosse uma guerra, com bombardeio criativo, onde foi dinamitado os elementos que configurariam o gênero que daria um gênero por excelência e chegou a um determinado estado na pós-modernidade. Nesta obra, por exemplo, esses novos elementos, que configuram o romance, são classificados como indefinição, fragmentação, interdiscurso e polifonia de vozes de um narrador enigmático, muito misterioso, porque, ao contar a história de Eurico, se confunde com o próprio Eurico. Ou seja, este romance é um textum, que se dá, que se apresenta dentro de um plano de resolução, dentro dessa escrita incompleta e complexa, desses conflitos tremendos, dessa angústia que é levada à última instância, onde se apresenta o herói trágico, que nos lembra os heróis gregos, e nos leva a angústia extrema, que conduz o personagem a tragicidade.

    

Palavras-chave: leitura crítica, romance clássico, romance contemporâneo, narrador, textum.


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