INTERTEXTOS: OS MITOS DA TRADIÇÃO ORAL NO ALEGRE CANTO DA PERDIZ, DE PAULINA CHIZIANE / INTERTEXTS: THE MYTHS OF ORAL TRADITION IN PAULINA CHIZIANE'S JOYFUL SONG OF THE PARTRIDGE
DOI:
https://doi.org/10.30681/athena.v34i03.15840Palavras-chave:
Mito, Intertexto, Tradição oralResumo
Este artigo analisa, no romance O alegre canto da perdiz (2018), de Paulina Chiziane, ocorrências de intertexto elaborado a partir de mitos da tradição moçambicana que contextualizam a história contemporânea pós-colonial. A discussão aponta que os mitos ancestrais são mobilizados para recontar a história recente de Moçambique, contribuindo para a exegese, e participam da reconstrução identitária e da resistência cultural. A autora mobiliza elementos da oralidade para reinterpretar criticamente a experiência colonial, revisitando a chegada dos colonizadores, a violência do domínio europeu e os impactos do apagamento cultural. Nesse sentido, o romance reafirma a permanência da tradição oral, sobretudo por meio da intertextualidade mítica, na literatura africana contemporânea de língua portuguesa, valorizando os saberes ancestrais como forma de preservação da memória coletiva e resistência simbólica. As análises sustentam-se em Barthes (2004), Mata (2003), Leite (1998, 2003, 2022), Eliade (1972), entre outros.
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