HOSPÍCIO É DEUS: MEMÓRIA E CULTURA MANICOMIAL NOS DIÁRIOS DE MAURA LOPES CANÇADO/ HOSPÍCIO É DEUS: MEMORY AND ASYLUM CULTURE IN MAURA LOPES CANÇADO’S DIARIES
DOI:
https://doi.org/10.30681/ecos.v39i02.14136Palavras-chave:
Memória. Diário. Sofrimento Psíquico. Cultura Manicomial. Maura Lopes CançadoResumo
Este estudo aborda relações intermediais entre narrativa, trauma e testemunho na obra Hospício é Deus – Diário I, de Maura Lopes Cançado ([1965] 2021), percorrendo as memórias da autora desde os relatos de sua infância até seu período de confinamento no Hospital Psiquiátrico Gustavo Riedel. Fundamentando-se nas escritas do corpo por meio dos chamados estabilizadores da memória em Assmann (2011); memória individual e consciência em Candau (2016), além de aportes sobre trauma e representação em Nestrovski e Seligmann-Silva (2000), são levantadas aqui algumas questões sobre estruturas do poder patriarcal, sofrimento psíquico, violência de gênero, segregação e apagamento de vidas, controle e cultura manicomial.
Downloads
Referências
ARBEX, Daniela. Holocausto brasileiro. 1. Ed. São Paulo: Geração Editorial, 2013.
ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Tradução: Paulo Soethe. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011.
CANDAU, Joel. Memória e identidade. Tradução: Maria Leticia Ferreira. – 1. Ed., 3ª reimpressão. – São Paulo: Contexto, 2016.
CANÇADO, Maura Lopes. Hospício é Deus: Diário I. 5. Ed.; 2 reimp. – Belo Horizonte: Autêntica, 2021.
CARUTH, Cathy. Modalidades do despertar traumático: Freud, Lacan e a ética da memória. In: NESTROVSKI, Arthur. SELIGMANN-SILVA, Márcio. Catástrofe e representação: ensaios. São Paulo: Escuta, 2000. p. 111-136.
FOUCAULDT, Michel. Os anormais: curso no Collège de France (1974-1975). Tradução: Eduardo Brandão. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010.
LEJEUNE, Philippe. O pacto autobiográfico: de Rousseau à internet. Organização e tradução: Jovita Maria Gerheim Noronha e Maria Inês Coimbra Guedes. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2008.
POLAC, Alexandre Ferreira. Sentidos do corpo e das práticas corporais nas trajetórias de pessoas que sofreram violência sexual na infância e na juventude. 2015. Dissertação (Mestrado em Mudança Social e Participação Política) - Escola de Artes, Ciências e Humanidades, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. doi:10.11606/D.100.2015.tde-06052015-111304. Acesso em: 15 dez. 2023.
SELIGMANN-SILVA, Marcio. A história como trauma. In: NESTROVSKI, Arthur. SELIGMANN-SILVA, Márcio. Catástrofe e representação: ensaios. São Paulo: Escuta, 2000. p. 72-98.