A FORÇA SILENCIOSA DO ENREDO: EXISTÊNCIA E DESTINO NA FENOMENOLOGIA HERMENÊUTICA
DOI:
https://doi.org/10.30681/alere.v32i2.15301Palavras-chave:
Fenomenologia, Hermenêutica, Ricoeur, RomanceResumo
Trata-se da hipótese de pensar a existência singular sob a luz de uma ideia de força silenciosa de um enredo. Variando com Ricoeur sobre a famosa expressão heideggeriana, a presente reflexão se ampara em considerações do romancista tcheco Milan Kundera e do filósofo brasileiro Róbson Reis para pensar, no bojo da hermenêutica narrativista ricoeuriana, o estatuto da ideia de destino em uma existência narrativamente apreensível e representável. A hipótese geral da presente reflexão é a de que o destino, na existência, se assemelha ao tema que caracteriza os diferentes segmentos de enredo que constituem as diferentes épocas de uma existência singular. Como conclusão, parcial e provisória, se sustenta que à ideia de unidade narrativa é preferível a defesa de uma espécie suave de pluralismo identitário e narrativo.