Ocorrência das principais doenças em mudas de Afzelia quanzensis Welw., Eucalyptus citriodora e Khaya anthotheca Welw. produzidas no Viveiro Florestal Pulmão Verde, Moçambique - África
DOI:
https://doi.org/10.30681/rcaa.v24i1.14693Palabras clave:
Viveiro florestal, doenças de plantas, Alternaria, Basidiophora, Bipolaris, Helicotylenchus, PratylenchusResumen
Um dos principais fatores que contribuem para o insucesso na produção de mudas florestais é a sanidade do viveiro. Com o objetivo de avaliar o estado fitossanitário de mudas produzidas no viveiro florestal Pulmão Verde, localizado no distrito de Mocuba, Moçambique, foi conduzido um ensaio no Laboratório de Microbiologia, Fitopatologia e Entomologia Agrícola, nas instalações da Universidade Zambeze – FEAF. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado (DIC), com três tratamentos correspondentes às espécies Afzelia quanzensis Welw., Khaya anthotheca Welw. e Eucalyptus citriodora, sendo cada espécie disposta em parcelas contendo 300 plantas. Os parâmetros avaliados incluíram a incidência de doenças em folhas, caule e raízes, a severidade dos sintomas, a identificação dos principais agentes fitopatogênicos e a quantificação das perdas. A análise estatística dos dados foi realizada utilizando o pacote statistic, versão 10. A normalidade dos dados foi verificada por meio do teste de Shapiro–Wilk, a homogeneidade das variâncias pelo teste de Levene, e a comparação de médias foi efetuada pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade. Os resultados evidenciaram a presença de microrganismos no solo e nas plantas de todas as espécies analisadas. Os principais agentes identificados foram nematoides, com predominância dos gêneros Pratylenchus e Tylenchus, além de fungos pertencentes aos gêneros Fusarium sp., Bipolaris sp., Alternaria sp. e Monilinia sp. A espécie Afzelia quanzensis apresentou elevada incidência (40%) e severidade (41%), porém baixa mortalidade (13%) quando comparada às demais espécies. Em contrapartida, Eucalyptus citriodora apresentou maior severidade (42%), refletindo em elevada mortalidade (32%) em relação às outras espécies avaliadas.
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Referencias
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