BLADE RUNNER

A HUMANIDADE COMO EMOÇÃO

Autores

  • Pedro Henrique Hara Matoso UEPG

DOI:

https://doi.org/10.30681/real.v18i01.11726

Palavras-chave:

Ficção Científica, Emoção, Humanidade

Resumo

Este artigo busca discutir as questões de humanidade e empatia no filme Blade Runner (1982), levando em conta o livro Androides sonham com ovelhas elétricas?, de Philip K. Dick, que deu origem à obra cinematográfica. Uma vez que o filme pertence ao gênero da ficção científica, este terá espaço privilegiado no debate, afim de demonstrar como questionamentos sobre a humanidade são abordadas de forma recorrente no gênero. Para debater as questões sobre emoções humanas, usamos principalmente a obra de Georges Didi-Huberman, como Que emoção! Que emoção? (2016). Proporemos, ao fim, a humanidade como uma emoção, que acaba por englobar tantas outras que nos tornam humanos, dificultando a distinção entre homem e máquina.

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Referências

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Publicado

30.12.2025

Como Citar

Hara Matoso, P. H. (2025). BLADE RUNNER: A HUMANIDADE COMO EMOÇÃO. Revista De Estudos Acadêmicos De Letras, 18(01), e11726. https://doi.org/10.30681/real.v18i01.11726