MEMÓRIA E MEIO AMBIENTE EM NÃO VERÁS PAÍS NENHUM, DE IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO
DOI:
https://doi.org/10.30681/moinhos.vi16.15867Palavras-chave:
Distopia, Ignácio de Loyola Brandão, Não verás país nenhumResumo
O século XX, com seus embates globais e totalitarismos, fomentou a distopia como subgênero romanesco, em que a conjuntura política e ecológica surgem impulsionando conflitos existenciais. Nesse panorama, Ignácio de Loyola Brandão escreve Não verás país nenhum, obra na qual um Brasil assolado pela poluição, escassez e ditadura é observado por um ex-professor de história que tenta encontrar o sentido de sua vida a partir de lembranças entrecortadas. Diante disso, este estudo buscou compreender a interrelação entre a memória e o meio ambiente no horizonte narrativo. Para tal, realizou-se uma investigação de natureza básica e qualitativa, de tipo documental e bibliográfica, fundamentada na Teoria Crítica, sob a perspectiva da Escola de Frankfurt. As análises revelaram que, privado da memória coletiva, o indivíduo tem sua ligação com o meio ambiente rompida e recordações destituídas de significado, facilitando a aceitação do controle autoritário e da deterioração do seu entorno.
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