MITOS RIKBAKTSA: ANIMISMO E METAMORFOSE / RIKBAKTSA MYTHS: ANIMISM AND METAMORPHOSIS
DOI:
https://doi.org/10.30681/athena.v33i02.15596Palavras-chave:
Animais, Indígenas, Natureza, ResistênciaResumo
Os mitos do povo Rikbaktsa expressam uma cosmologia estruturada na inter-relação entre humanos, animais e plantas, na qual as fronteiras ontológicas entre as formas de vida se apresentam como permeáveis. Este artigo analisa a incidência dos conceitos de animismo e metamorfose nessas narrativas, com ênfase na continuidade entre os seres e na transformação de entidades míticas como princípio estruturante da existência. A abordagem fundamenta-se nas contribuições teóricas de Lévi-Strauss (2012), Descola (2005) e Viveiros de Castro (2002). A análise evidencia que, no universo mítico Rikbaktsa, a natureza é concebida como sujeito dotado de agência, e as metamorfoses configuram dinâmicas de reciprocidade, identidade e resistência. Tal perspectiva tensiona a dicotomia ocidental entre natureza e cultura ao afirmar uma ontologia relacional, na qual humanos e não humanos compartilham um mesmo plano de existência e interação simbólica.
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