A CONSTRUÇÃO DO “HORROR CORPORAL” EM A SUBSTÂNCIA/ THE CONSTRUCTION OF “BODY HORROR” IN A SUBSTÂNCIA
DOI:
https://doi.org/10.30681/ecos.v39i02.14169Palavras-chave:
Cinema. A substância. Horror. Horror corporal.Resumo
Este estudo analisa o filme A Substância (2024), cuja narrativa acompanha a decadência de Elizabeth Sparkle, atriz que, ao aceitar participar de uma experiência que promete restaurar sua juventude, passa a lidar com uma versão rejuvenescida de si mesma: Sue. A relação entre ambas é marcada por tensões e desdobramentos grotescos, principalmente no plano físico, em que seus corpos sofrem transformações abjetas e violentas. Argumenta-se neste estudo que o horror corporal na obra se dá em três momentos: o nascimento da figura duplicada, o confronto entre o eu e seu duplo, e a intensificação do corpo monstruoso. O artigo propõe que o corpo, apresentado como matéria transgressora, é o principal catalisador de repulsa, nojo e espanto, afetando diretamente a experiência do espectador. A pesquisa, de cunho bibliográfico e abordagem qualitativa, fundamenta-se em autores como Noël Carroll (1999), Xavier Aldana Reyes (2024), entre outros, e organiza-se em quatro partes que discutem o conflito identitário de Elizabeth, a emergência do duplo e a consolidação do corpo abjeto como núcleo do horror contemporâneo.
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Referências
A SUBSTÂNCIA. Direção: Coralie Fargeat. Estados Unidos: Universal Pictures, 2024. Filme, 140 min.
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