Trabalho, meio ambiente e riscos à saúde: O caso do assentamento de reforma agrária Vila Rural Boa Esperança, Paranaíta-MT
DOI:
https://doi.org/10.30681/rcaa.v19i2.5973Keywords:
Amazônia, Agricultura Familiar, Saúde do trabalhoAbstract
Os assentamentos exercem um papel fundamental no meio rural brasileiro, devido à colaboração econômica e social capaz de reduzir o êxodo rural com a produção de renda, elevar a oferta de alimentos, aumentar a produção na agropecuária e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores rurais. O presente estudo tem como objetivo identificar as mudanças no meio ambiente e as particularidades do trabalho das famílias de agricultores do assentamento Vila Rural Boa Esperança, visando conhecer os riscos de adoecimento futuro. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de questionários compostos por perguntas objetivas e especificas. As entrevistas foram gravadas e transcritas. Ao todo, foram entrevistadas 14 famílias. As chácaras foram entregues aos moradores já desmatadas, então no decorrer dos anos não houve muitas mudanças ambientais. Para os agricultores, o trabalho é árduo e intensivo. A dedicação ao trabalho dura em torno de 8 a 12 horas por dia, todos os dias, e muitas vezes os agricultores não tiram um tempo para o lazer. Essa longa jornada de trabalho sem descanso, coloca a saúde dos entrevistados em risco, podendo trazer consequências drásticas à saúde, no futuro. Entre os principais riscos estão doenças como: depressão, ansiedade, câncer, doenças osteomusculares entre outras. Por isso, o envolvimento e preocupação do Estado é de extrema importância. O papel do Estado na vida desses trabalhadores é fundamental, afinal é um direito de todos os cidadãos que lhes seja oferecido melhores condições de vida.
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