Descolonizando Códigos: A Literatura Indígena em Diálogo com a Inteligência Artificial
DOI:
https://doi.org/10.30681/rtakaa.v4i1.15183Palavras-chave:
Decolonial, Literatura Indígena, Inteligência Artificial, Epistemologias Originárias, Educação InterculturalResumo
Este artigo analisa as potencialidades e os desafios do diálogo entre a literatura indígena contemporânea e as tecnologias de Inteligência Artificial (IA), a partir de uma perspectiva decolonial. O objetivo central é investigar como a IA pode interagir com epistemologias originárias sem reproduzir lógicas colonialistas de apagamento cultural. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa de cunho bibliográfico e analítico-discursivo, fundamentada em teóricos decoloniais e em obras de autores indígenas como Daniel Munduruku, Eliane Potiguara e Ailton Krenak. Os resultados indicam que, embora os algoritmos atuais tendam a reforçar vieses hegemônicos na interpretação de narrativas indígenas, existem possibilidades produtivas quando o desenvolvimento tecnológico incorpora princípios éticos de consulta, coprodução e soberania digital das comunidades. Conclui-se que o diálogo descolonizador entre literatura indígena e IA exige não apenas ajustes técnicos, mas uma reorientação epistemológica que reconheça a pluriversalidade dos saberes. Como contribuição, o estudo propõe diretrizes para práticas pedagógicas interculturais e para o desenvolvimento responsável de ferramentas digitais em contextos de educação escolar indígena, alinhando-se ao foco interdisciplinar da Revista Taka'a.
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