RASTROS BIOGRÁFICOS EM CANUMÃ (2019): REGISTROS DE AUTOFICCÃO
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v19i57.14695Palavras-chave:
Autoria, Autoficção, Romance MundurukuResumo
Este artigo apresenta um estudo da obra de literatura indígena Canumã (2019), de Ytanajé Coelho Cardoso, a partir de diálogos que circundam a autoficção e a possibilidade de o romance apresentar características desse gênero. As discussões téoricas de Lejeune (2014, Doubrovsky (1977), Klinger (2006), Faedrich (2015) e Arfuch (2010), mesmo de forma breve, fundamentam esse trabalho e amparam a análise que observa a narrativa como uma escrita autoficcional pelas semelhanças entre a vida de um personagem/narrador e a do autor e pelos rastros biográficos observados no texto. A presença da ambiguidade na obra entre o real e invenção faz pensar em uma das estratégias de construção literária da narrativa do eu na contemporaneidade que foge de um relato verdadeiro da vida, mas recria a verdade, a partir de suas experiências e intenção de escrita enquanto escritor indígena de uma literatura e suas especificidades.
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