MULHERES INDÍGENAS DAS AMAZÔNIAS EM PERSPECTIVA DE GÊNERO E RAÇA: UM CORPO ENQUADRADO PELA MODERNIDADE/COLONIALIDADE E SUAS IMPLICAÇÕES NA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v19i57.14862Keywords:
Indígenas, Raça, Gênero, OpressãoAbstract
Se no passado, não muito distante, o discurso pautava-se em fendas ideológicas, a partir de corpos, hoje, nas artes, sobretudo em poéticas, ainda há uma herança genética que se postula nas sociedades como reflexo dos efeitos negativos de categorias surgidos em tempos remotos: o silenciamento de vozes, em especial o da mulher indígena, excepcionalmente, em literaturas. Por isso, o objetivo, aqui, não é abarcar as experiências do homem indígena- ainda que possamos pô-lo à vista, neste intento, será de forma secundária-, já que sugere, também, esconder a violência epistêmica sofrida por esta, mas colocar em xeque uma discussão cronológica das raízes rudimentares, cujas enclausuram a mulher originária, tendo em vista as invenções de gênero e raça; e como esses implicaram, de forma velada/expressa, em todas as criações de natureza humana. Em vista disso, há algumas décadas, uma crescente preocupação com os efeitos destes projetos fez/faz com que novos questionamentos viabilizassem/viabilizem ações que possam empreender e cintilar o poder de destruição destas invenções, bem como decolonizar/descolonizar, por meio de Gondim (1994), Gonzaga (2022), Holanda (1995), DaMatta, Barbujani (2007), Wolff (1998), Darcy Ribeiro (2017), Becker (2007), Lerner (2019) e outros, pensamentos sexistas-raciais; e encostar fendas que, balizadas pelo juízo do homem “branco”, foram delimitadas a partir de conceitos de raça e gênero.
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Periódicos e revistas pesquisadas:
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