ROMANCE: O GÊNERO CARACTERÍSTICO DA MODERNIDADE E SEU PERCURSO ENCETATIVO NO BRASIL DO SÉCULO XIX/ROMANCE: THE CHARACTERISTIC GENESIS OF MODERNITY AND ITS ENCETATIVE COURSE IN BRAZIL OF THE XIX CENTURY

Autores

  • Denise Santiago Universidade Estadual de Santa Cruz

Resumo

A arte está ligada à história da humanidade e, por meio de suas várias manifestações, expõe uma realidade e sua função social também é modificada de acordo com as transformações de seu contexto histórico, contribuindo, por sua vez, para modificá-lo. Estas transformações, acontecidas, sobretudo no período moderno trouxeram novas expectativas, valores e maneiras de conceber e vislumbrar a arte. Assim, com o modo de produção capitalista, a organização econômica baseia-se na propriedade privada e no lucro, portanto, a aceitação de uma dada plataforma artística também deveria sujeitar-se às leis do mercado. É especificamente no contexto social e político do século XIX que o romance assenta-se, sobretudo em solo brasileiro, em que a literatura nacional busca sua fundação. Neste sentido, este artigo debruça-se sobre as características do ambiente social em que o romance foi cultivado, e ainda, discute acerca de seus primeiros passos rumo à efetivação no Brasil por meio dos folhetins. 

Biografia do Autor

Denise Santiago, Universidade Estadual de Santa Cruz

Mestra em letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz.

Referências

ALENCAR, José de. Ao correr de Pena. São Paulo: Instituto de Divulgação Cultural, 1854-1855. Disponível em: <http://www.bibvirt.futuro.usp.br>. Acesso em 21 de setembro de 2016.

______. Cartas sobre a Confederação dos Tamoyos. Rio de Janeiro: Empresa Tipográfica Nacional do Diário, 1856. Disponível em: http://www.brasiliana.usp.br/handle/1918/00175800#page/4/mode/1up>. Acesso em: 29 de março de 2017.

______. Diva. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1864. Disponível em: <http://www.brasiliana.usp.br/handle/1918/00176600#page/5/mode/1up>. Acesso em 30 de outubro de 2016.

ANTUNES, Cristina. O Editor Francisco de Paula Brito (1809-1861). Revista da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Dísponível em: <https://www.bbm.usp.br/node/69>. Acesso em 15 de dezembro de 2016.

ASSIS, Machado de. Crônicas de Machado de Assis – Obras Completas, Vol. IV: Crônica. São Paulo: LL Library, 2015.

BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. Tradução: Michel Larud e Yara Frateschi Vieira. São Paulo: Editora Hucitec, 2006.

______. Questões de Literatura e de Estética: A Teoria do Romance. São Paulo: Editora Hucitec, 2010.

BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas: Magia e Técnica, Arte e Política. Tradução: Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1987.

CANDIDO, Antônio. Formação da Literatura Brasileira. São Paulo: Martins. 1997.

______. Timidez do Romance. Revista Alfa. São Paulo: UNESP, Vol. 18, 19, p. 62-80, 1972-1973.

______. Literatura e Sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2006.

GOMES, Antônio Carlos, 1865. In: AZEVEDO, Luiz Heitor Correa de. Música e Músicos do Brasil. Rio de Janeiro: Casa do Estudante do Brasil, 1950.

______. Il Guarany: Partituras para vozes. Milan: Ricordi, 1889. Disponível em: <http://imslp.org/wiki/Il_Guarany_(Gomes,_Carlos)>. Acesso em 15 de dezembro de 2016.

GONZÁLEZ, Mário M. Edição de Medina del Campo, 1554. Organização, edição do texto em espanhol, notas e estudo crítico. Tradução de Heloísa Costa Milton e Antonio R. Esteves. São Paulo: Editora 34, 2005.

HALLEWELL, Laurence. O Livro no Brasil: sua história. Tradução de Maria da Penha Villalobos , Geraldo Gerson de Souza, Lólio Lourenço de Oliveira. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2005.

HEGEL, Georg W. Friedrich. Cursos de estética I. Tradução de Marco Aurélio Werle. São Paulo: EDUSP, 2001.

______. Georg Friedrich Wilhelm. Estética: Poesia. Tradução de Álvaro Ribeiro. Lisboa: Guimarães Editores, 1980.

______. Georg Wilhelm Friedrich. Cursos de Estética IV. Tradução de Marco Aurélio Weler e Oliver Toller. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004.

______. Estética: Pintura e Música. Tradução de Álvaro Ribeiro. Lisboa: Guimarães Editores, 1962.

LUKÁCS, Georg. A Teoria do Romance: Um Ensaio Histórico-Filosófico sobre as Formas da Grande Épica. Tradução: José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo: Editora 34 Ltda, 2007.

______. O Romance como Epopéia Burguesa. Tradução: Carlos Nelson Coutinho e José Paulo Netto. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 2009.

MARTIN-BARBERO, Jesús. Dos Meios às Mediações – Comunicação, Cultura e Hegemonia. Tradução de Ronald Polito, Sérgio Alcides. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1997.

MEYER, Marlyse. Folhetim: Uma História. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

______. O Estado do Direito entre os Autóctones do Brasil. Revista do Instituto Histórico e Geográfico, São Paulo, vol.11, 1907. Disponível em: <https://ihgb.org.br/publicacoes/revistaihgb/itemlist/filter.html?category=9&moduleId=147>. Acesso em 19 de maio de 2016.

MOISÉS, Massaud. Dicionário de Termos Literários. São Paulo: Cultrix, 2004.

NADAF, Yasmin Jamil. Rodapé das miscelâneas: o folhetim nos jornais de Mato Grosso, séculos XIX e XX Rio de Janeiro: Editora Sete Letras, 2002.

PAZ, Octávio. Os Filhos do Barro: do Romantismo à Vanguarda. Tradução de Olga Savary. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

______. Signos em Rotação. Tradução: Sebastião Uchoa Leite. São Paulo. Editora: Perspectiva, 1996.

SCHLEGEL, Friedrich. Conversa Sobre a Poesia: e Outros Fragmentos. Tradução: Victor Pierre Stirnimann. São Paulo: Editora Iluminuras Ltda, 1994.

SODRÉ, Nelson Werneck. História da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.

SOUZA, Silvia Cristina Martins. Rocambole no Rio de Janeiro: Teatro musicado, romance rolhetim e sensibilidades na cena cômica de Francisco Correa Vasques (Rio de Janeiro, segunda metade do Século XIX). Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH, São Paulo: USP, julho, 2011. Disponível em: <http://www.snh2011.anpuh.org/ site/anaiscomplementares>. Acesso em: 29 de agosto de 2016.

TAUNAY, Visconde de. Reminiscências. São Paulo: Companhia Melhoramentos, 1923. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=43485>. Acesso em 20 de outubro de 2016.

TINHORÃO, José Ramos. Os romances em folhetim no Brasil: 1830 à atualidade. São Paulo: Duas Cidades, 1994.

WISNIK, José Miguel. Sem Receita: Ensaios e Canções. São Paulo: Publifolha, 2004.

Downloads

Publicado

17/09/2017

Como Citar

Santiago, D. (2017). ROMANCE: O GÊNERO CARACTERÍSTICO DA MODERNIDADE E SEU PERCURSO ENCETATIVO NO BRASIL DO SÉCULO XIX/ROMANCE: THE CHARACTERISTIC GENESIS OF MODERNITY AND ITS ENCETATIVE COURSE IN BRAZIL OF THE XIX CENTURY. Revista ECOS, 22(1). Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/ecos/article/view/2287