ATIVIDADE EPILINGUÍSTICA: UM CAMINHO PARA O TRABALHO COM AS OPERAÇÕES DE LINGUAGEM NO ENSINO DE LÍNGUA MATERNA/EPILINGUISTIC ACTIVITY: A PATH TOWARDS WORKING WITH LANGUAGE OPERATIONS WHEN TEACHING A NATIVE LANGUAGE

Autores

  • Camila Arndt Wamser Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho, campus de Araraquara.

Resumo

Este artigo apresenta alguns dos resultados obtidos com a pesquisa que desenvolvemos no curso do doutorado sobre a atividade epilinguística e a sua aplicação no ensino de língua materna, à luz da Teoria das Operações Predicativas e Enunciativas (TOPE). Mais especificamente, o presente artigo defende a importância dessa atividade no ensino por meio de um modelo de exercício parafrástico aplicado a alunos de nono ano da rede pública estadual da cidade de Caçador/SC a partir da marca como; marca que desdobra diferentes sentidos e evidencia operações de linguagem. Defende também a existência de uma variação constitutiva à língua e que permeia toda a atividade de linguagem dos indivíduos, abrindo espaço para a apropriação da língua e a operacionalização de uma metalinguagem autônoma pelo aprendiz, em detrimento da memorização de nomenclaturas e das classificações tão presentes no que convencionamos chamar de ensino tradicional.

Biografia do Autor

Camila Arndt Wamser, Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho, campus de Araraquara.

Doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho, campus de Araraquara.

Referências

CULIOLI, A. Pour une linguistique de l’enonciation: opérations et représentations. Paris: Ophrys, 1990. Tome 1.

______. Pour une linguistique de l'énonciation: domaine notionnel. Paris: Ophrys, 1999a. Tome 2.

______. Pour une linguistique de l'énonciation: formalisation et opérations de repérage. Paris: Ophrys, 1999b. Tome 3.

FRANCHI, C. Criatividade e gramática. São Paulo: Secretaria da Educação, 1988.

ONOFRE, M. B. A enunciação linguística: entre a estabilidade e a plasticidade linguística. In: ONOFRE, M. B; REZENDE, L. M. (Org.). Linguagem e línguas naturais: clivagem entre o enunciado e a enunciação. São Carlos: Pedro & João, 2009. p.83-94.

REZENDE, L.M. Atividade epilinguística e o ensino de língua portuguesa. Revista do GEL, São José do Rio Preto, v.5, p.95-108, 2008.

______. Articulação da linguagem com as línguas naturais: o conceito de noção. In: ONOFRE, M. B; REZENDE, L. M. (Org.). Linguagem e línguas naturais: clivagem entre o enunciado e a enunciação. São Carlos: Pedro & João Ed., 2009. p.13-42.

______. A indeterminação da linguagem e o conceito de atividade no ensino de língua materna. Estudos Linguísticos, São Paulo, v.40, n.2, p.707-714, 2011.

VOGÜÉ, S. de; FRANCKEL, J.-J.; PAILLARD, D. Linguagem e enunciação: representação, referenciação e regulação. Organização de textos e traduções, Márcia Romero, Milenne Biasotto-Holmo. São Paulo: Contexto, 2011.

WAMSER, C. A. Atividade epilinguística em sala de aula: as interpretações naturais feitas pelos alunos. 2013. 185 f. Dissertação (Mestrado em Letras) - Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, Araraquara, 2013.

Downloads

Publicado

30/06/2019

Como Citar

Wamser, C. A. (2019). ATIVIDADE EPILINGUÍSTICA: UM CAMINHO PARA O TRABALHO COM AS OPERAÇÕES DE LINGUAGEM NO ENSINO DE LÍNGUA MATERNA/EPILINGUISTIC ACTIVITY: A PATH TOWARDS WORKING WITH LANGUAGE OPERATIONS WHEN TEACHING A NATIVE LANGUAGE. Revista ECOS, 26(1). Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/ecos/article/view/4161

Edição

Seção

LINGUÍSTICA/ LÍNGUA PORTUGUESA