AUTÓPSIA DA GUERRA COLONIAL EM ANGOLA

Autores

  • Lola Geraldes Xavier Professora-adjunta da Escola Superior de Educação de Coimbra-Portugal. Doutora em Literatura Comparada de língua portuguesa

Resumo

Este texto esumo: pretende interrogar a ficção de João de Melo na sua relação com a História, nomeadamente com a guerra colonial portuguesa em Angola. Para isso, teremos em consideração o seu romance de 1984, Autópsia de um mar de ruínas. Analisaremos esse romance numa perspectiva semântico-gradativa a partir da significação alcançada na narrativa pelo Mar, pela Autópsia e pela Ruína. Esses temas, pela sua abrangência, permitem que Autópsia de um mar de ruínas, apesar de conter referências marcadas espacial e temporalmente, atinja a atemporalidade, pela descrição ficcional da guerra e suas consequências. Esse é um romance de denúncia da inutilidade dos conflitos armados, do seu absurdo e da perda da racionalidade.

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Publicado

11/02/2016

Como Citar

Xavier, L. G. (2016). AUTÓPSIA DA GUERRA COLONIAL EM ANGOLA. Revista ECOS, 9(2). Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/ecos/article/view/937