É de um corpo que falo: imagens do corpo masculino na poesia de Eugénio de Andrade
DOI:
https://doi.org/10.30681/fd.v1i14.12626Palabras clave:
Eugénio de Andrade, Corpo masculino, ErotismoResumen
O presente estudo tem como objetivo comentar as imagens do corpo masculino na poesia de Eugénio de Andrade, levando em consideração três eixos fundamentais: a) dimensão erótica que privilegia o prazer físico exposto como luminosidade; b) dimensão poética que, criando correspondências entre o corpo físico e a forma do e poema, caminha para a noção de que o corpo é muitas vezes é a fonte do canto; c) dimensão filosófica tornada evidente, sempre que, refletindo sobre a matéria do corpo, o poeta medita sobre questões concernentes ao mundo. Sendo intensamente erótica, a poesia de Eugénio de Andrade é especialmente homoerótica, pois nela fica afirmado o amor de homens por outros homens. Assim, a investigação de sua poesia é também investigação de imagens que traduzem relações entre corpos masculinos, com frequência metonimicamente representados por fragmentos, tais como falos, coxas e bocas. A partir da fortuna crítica do poeta português Eugénio de Andrade - especialmente Cordeiro (2010); Lópes (1981); Lourenço, (1987) e Mancelos (2007) - o estudo analisa os poemas "Regressar ao corpo, entrar nele", "Não canto porque sonho" e "O sacrifício”, presentes na antologia "Poemas de Eugénio de Andrade”, organizada e editada por Arnaldo Saraiva (1999), As análises consideram que a intenção do poeta é borrar as fronteiras entre as dimensões erótica, poética e reflexiva.
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Referencias
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