A PRISÃO EM NOME DA SAÚDE: O ISOLAMENTO COMPULSÓRIO EM LEPROSÁRIOS NO BRASIL DE VARGAS

Autores

  • Ivan Ducatti Universidade Federal Fluminense (UFF)
  • Terezinha Martins dos Santos Souza Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)

Resumo

A partir da década de 1930, no Brasil, o isolamento compulsório de portadores de hanseníase passou a ser política de Estado. O isolamento compulsório só seria necessário, naquele momento, em casos extremos de infecção. Sua prática generalizada o caracterizou como uma forma de encarceramento. O período em que se inicia o isolamento estatal é marcado por fortes questões totalitárias, sendo o nazifascismo o seu auge. Essas idéias, baseadas na decadente filosofia irracionalista, não deixaram de influenciar o pensamento intelectual brasileiro, que ajudou a legitimar uma série de ações de governo, como o isolamento compulsório e indiscriminado. Porém, o período em questão também significou, para o Brasil, a formação do Estado capitalista monopolista, por intermédio do qual não só se controlava a classe trabalhadora pela força (opressão), mas se garantia a força de trabalho para a nova dinâmica de extração de mais-valia (exploração). Com Vargas, a Saúde Pública se tornou um mecanismo real de controle da classe trabalhadora na formação do monopolismo no Brasil. 

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Publicado

16/02/2018

Como Citar

Ducatti, I., & Souza, T. M. dos S. (2018). A PRISÃO EM NOME DA SAÚDE: O ISOLAMENTO COMPULSÓRIO EM LEPROSÁRIOS NO BRASIL DE VARGAS. História E Diversidade, 9(1), 144–160. Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/historiaediversidade/article/view/2752