Sobrevivência, Desenvolvimento e Produtividade de maracujazeiro amarelo enxertado por encostia com raiz dupla em quatro espécies de passifloras

José Carlos Cavichioli, Maurício Dominguez Nasser, Rodrigo Aparecido Vitorino

Resumo


O presente trabalho teve por objetivo avaliar o desenvolvimento e a produtividade do maracujazeiro-amarelo (Passiflora edulis Sims) enxertado por encostia com raiz dupla em quatro espécies de passifloras. O experimento foi instalado em uma propriedade localizada no município de Adamantina, SP, no período de outubro de 2012 a maio de 2013, em área com histórico de morte prematura de plantas, adotando-se o delineamento em blocos ao acaso, com quatro tratamentos e seis repetições. Os tratamentos avaliados foram as combinações do Passiflora edulis (maracujá amarelo) com o Passiflora gibertii N.E. Brown (maracujá de veado), o Passiflora alata Curtis (maracujá doce), o Passiflora cincinatta (maracaujá do mato) e com o próprio P. edulis. Utilizou-se a enxertia por encostia com raiz dupla. Avaliaram-se diâmetro do caule dos dois porta-enxertos, o diâmetro do caule  do enxerto, o comprimento dos ramos secundários, o número de ramos terciários, a sobrevivência de plantas, o número de frutos por planta, a massa média por fruto e a produtividade. Verificou-se que a utilização de diferentes porta-enxertos na realização da enxertia dupla por encostia não interferem no desenvolvimento e vigor do maracujazeiro amarelo. Os porta-enxertos P. alata e P. edulis são mais vigorosos na combinação com P. edulis na realização da enxertia dupla por encostia. A sobrevivência de plantas variou de 45,83% no tratamento P. edulis e P. edulis a 83,33% no tratamento P. edulis e P. cincinatta.


Palavras-chave


maracujá; enxertia; sistema raiz dupla

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