LETRAMENTO CRÍTICO NO PLANEJAMENTO DE AULAS DE INGLÊS: PROMOVENDO O “LER, SE LENDO”
DOI:
https://doi.org/10.30681/real.v14i1.4812Resumo
Levando em consideração as ressignificações do conceito de língua e, com isso, as mudanças ocorrentes no ensino, abordamos a visão da teoria do Letramento Crítico, que entende a língua como construção de sentidos e defende a importância do incentivo à reflexão na sala de aula. O objetivo deste artigo é discutir o planejamento de aulas, com base na teoria do Letramento Crítico, considerando formas de estimular o aluno a “ler, se lendo” (MENEZES DE SOUZA, 2011a). Para tanto, discutimos a definição da teoria com base em Janks (2012), Jordão (2013) e Menezes de Souza (2011b) e analisamos um plano de aula elaborado no contexto de uma disciplina de estágio supervisionado de língua inglesa, ofertada pela Universidade Federal de Sergipe, em 2018. A metodologia utilizada nesta pesquisa foi qualitativa bibliográfica, baseada na pesquisa-ação (BURNS, 2015; LAVILLE, DIONNE, 1999).
Downloads
Referências
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Básica, 2017.
BURNS, A. Action Research. In: PALTRIDGE, B.; PHAKITI, A. Research methods in applied linguistics: a practical resource. London: Bloomsbury Academic, an imprint of Bloomsbury Publishing Plc, 2015, p. 187-204.
CROSSMAN, A. The Sociology of Social Inequality. Disponível em: <https://www.thoughtco.com/sociology-of-social-inequality-3026287>. Acesso em: 04 nov. 2018.
FREIRE, P. Pedagogia da Tolerância. São Paulo: UNESP, 2005.
FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987-1994.
FOUCAULT, M. A ordem do discurso: aula inaugural no Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. Tradução de Laura Fraga de Almeida Sampaio. São Paulo: Edições Loyola, 2012.
FOUCAULT, M. Arqueologia do saber. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves, 7 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008.
JANKS, H. The importance of critical literacy. English Teaching, v. 11, n. 1, p. 150-163, 2012.
JORDÃO, C. M. Abordagem comunicativa, pedagogia crítica e letramento crítico – farinhas do mesmo saco? In: Rocha, C.H.; Maciel, R. F. (Org.) Língua estrangeira e formação cidadã: por entre discursos e práticas. Campinas, SP: Pontes Editores, p. 69-90, 2013.
JORDÃO, C. M. O que todos sabem.... ou não: letramento crítico e questionamento conceitual. Revista Crop, p. 21-46, 2007.
LARSEN-FREEMAN, D. Techniques and Principles in Language Teaching. 2. ed. Oxford: Oxford University Press, 2003.
LAVILLE, C.; DIONNE, J. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Artmed, 1999. 344p.
MENEZES DE SOUZA, L. M. T. O Professor de Inglês e os Letramentos no século XXI: métodos ou ética? In: JORDÃO, C.M.; MARTINEZ, J.Z; HALU, R.C. (Org.). Formação (Des) formatada: práticas com professores de língua inglesa. São Paulo: Pontes, p. 279-303, 2011a.
MENEZES DE SOUZA, L. M. T. Para uma redefinição de Letramento Crítico: conflito e produção de significado. In: MACIEL, R. F.; ARAÚJO, V. A. (Org.). Formação de professores de línguas: ampliando perspectivas. Jundiaí: Paco Editorial. p. 128-140, 2011b.
RICHTER, M. G. Ensino do Português e Interatividade. Santa Maria: Ed. da UFSM, 2002.
SCHULZ, L. O.; CUSTODIO, M. M. C.; VIAPIANA, S. Concepções de Língua, linguagem, ensino e aprendizagem e suas repercussões na sala de aula de língua estrangeira. PLE – Pensar Línguas Estrangeiras, 2012. Disponível em: <http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/ple/article/viewFile/1434/1088>. Acesso em: 15 mar. 2018.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
Os Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob aLicença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Os Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Os Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).