Princípios da Antroposofia na Compreensão do Brincar das Crianças: a Ludicidade na Educação Infantil

Autores

  • Cálita Fernanda de Paula Martins

DOI:

https://doi.org/10.30681/relva.v7i1.4915

Resumo

Ao refletir a importância da brincadeira e do brinquedo na vida das crianças, somos remetidos a pensar na forma como elas têm se constituído a partir das transformações da sociedade contemporânea, pois vivemos em uma sociedade avançada tecnologicamente, movida por mudanças nos meios sociais, educacionais, econômicos, políticos e culturais. Essas mudanças causaram grandes impactos, provocando alterações no comportamento e influência no desenvolvimento das pessoas. Na infância, por exemplo, houve uma modernização dos livros, contos, histórias e até mesmo dos brinquedos e brincadeiras. Assim, a questão a ser pesquisada é a forma como estão se constituindo as brincadeiras das crianças e as suas diferentes formas de brincar. Para isso é posto enquanto objetivo deste estudo compreender os princípios da antroposofia no brincar e no lúdico das crianças. Vale ressaltar que as leituras realizadas no decorrer deste estudo buscam compreender os conceitos de antroposofia, criança, brincadeira, infância e Educação Infantil. Tendo como orientação teórica: Heydebrand (1991); Lanz (2016); Munarim (2007); Oliveira (2014); Santos (2010); Steiner (1996, 1997, 2007, 2008); Romanelli (2008, 2015), entre outros autores. De modo que este estudo nos possibilita conhecer os princípios que integram as crianças como seres quadrimembrados trimembrados e anímicos, constituídos por sentidos, setênios, temperamentos e tipos constitucionais, conforme definidos pelo referencial teórico utilizado para sustentar este estudo.

 

Palavras-Chave: Antroposofia; Brincar; Crianças; Educação Infantil.

Biografia do Autor

Cálita Fernanda de Paula Martins

Mestre em Educação (2019), pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado de Mato Grosso (PPGEdu-UNEMAT). Especialista em Gestão Pública (2018) pelo Instituto Federal de Mato Grosso em parceria com a Universidade Aberta do Brasil (IFMT-UAB). Graduada em Pedagogia (2019) pela União Brasileira de Faculdades (UNIBF) e em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo (2015) pela UNEMAT. Atualmente integra ao grupo de pesquisa "Pedagogia Waldorf", nas linhas de pesquisa "Educação, Ludicidade e Arte" e "Formação de Professores".

Referências

ABREU, Ilma Arruda de Araújo; SÂMARA, Thaís Abi. Caminho para um ensino mais humano: apontamentos sobre a pedagogia e as escolas Waldorf. Belo Horizonte: Líthera, 1999.

ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo: Loyola, 1990.

BARROS, Rita de Cássia Alves; GOMES, Cleomar Ferreira; RODRIGUES, Josiane. De brinquedos e de brincadeiras na educação infantil: discursos e práticas em narrativas de seus professores. Educere. XII Congresso Nacional de Educação, p. 1-12, 2015.

BORBA, Tetilla Pilar Manzano. Os tipos constitucionais. Ana Jardim do Sol, 2012. Disponível em: . Acesso em: 28 de janeiro de 2019.

BOTTENE, Ana Carolina. As especificidades da Pedagogia Waldorf: um estudo com três professoras envolvidas no processo de alfabetização. Licenciatura Plena em Pedagogia. Universidade Federal de São Carlos: São Carlos, 2011.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil - DCNEI. BRASIL. Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação, 2009.

CORSARO, William, Arnold. Reprodução interpretativa e cultura de pares em crianças. Tradução de Ana Carvalho. Indiana University: Bloomington, 2005.

GUSSO, Sandra de Fatima Kruger; SCHUARTZ, Maria Antonia. A criança e o lúdico: a importância do “brincar”. Pontifícia Universidade Católica do Paraná, 2005.

HEYDEBRAND, Caroline Von. A natureza anímica da criança. Tradução de Rudolf Lanz. 2ª ed. São Paulo: Antroposófica, 1991.

LANZ, Rudolf. A Pedagogia Waldorf: caminho para um ensino mais humano. 12ª ed. São Paulo: Antroposófica, 2016.

LE BRETON, David. Sociologia do corpo. 3ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

MUNARIM, Iracema. Brincando na escola: o imaginário midiático na cultura de movimento das crianças. Mestrado em Educação. Universidade Federal de Santa Catarina: Florianópolis, 2007.

OLIVEIRA, Sonia Cristina de. Brincadeiras de crianças abrigadas: estudo etnográfico em instituição de acolhimento. Doutorado em Educação. Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, 2014.

ROMANELLI, Rosely A. A arte e o desenvolvimento cognitivo um estudo sobre os procedimentos artísticos aplicados ao ensino em uma escola Waldorf. Doutorado em Educação. Universidade de São Paulo: São Paulo, 2008.

__________. A cosmovisão antroposófica: educação e individualismo ético. Educar em Revista - nº 56, Abril/Junho. A Pedagogia de Rudolf Steiner em Debate. Curitiba: Dossiê, 2015.

SANTOS, Evelaine Cruz dos. Vivências espaciais e saberes em uma escola Waldorf: um estudo etnomatemático. Mestrado em Educação Matemática. Universidade Estadual Paulista: Rio Claro, 2010.

SARMENTO, Manuel Jacinto. As culturas da infância nas encruzilhadas da 2ª modernidade. In: SARMENTO, Manuel Jacinto; CERISARA, Ana Beatriz (Coord.). Crianças e Miúdos. Perspectivas sociopedagógicas sobre infância e educação. Porto. Asa, 2004. (p. 9-34)

STEINER, Rudolf. A educação da criança segundo a ciência espiritual. Tradução de Rudolf Lanz. São Paulo: Antroposófica, 1996.

___________. Filosofia da liberdade. Tradução de Marcelo da Veiga. 4ª ed. Antroposófica: São Paulo, 2008.

___________. Os doze sentidos e os setes processos vitais. Conferência proferida em Dornach (Suíça), em 12 de agosto de 1916. Tradução de Christa Glass. São Paulo: Antroposófica, 1997.

STEINER, Rudolf; GLÖCKLER, Michaela. Os tipos constitucionais nas crianças. São Paulo: João de Barro, 2007.

Downloads

Publicado

2020-02-06

Como Citar

Martins, C. F. de P. (2020). Princípios da Antroposofia na Compreensão do Brincar das Crianças: a Ludicidade na Educação Infantil. Revista De Educação Do Vale Do Arinos - RELVA, 7(1), 124–139. https://doi.org/10.30681/relva.v7i1.4915

Edição

Seção

ARTIGOS