O LIRISMO NO ROMANCE AO FAROL (1927), DE VIRGINIA WOOLF/ THE LIRISM IN THE NOVEL TO THE LIGHTHOUSE (1927), BY VIRGINIA WOOLF

Autores

  • Adriana Gomes Cardozo de Andrade Universidade Estadual de Maringá
  • Ana Maria Soares Zukoski Universidade Estadual de Maringá
  • Evely Vânia Libanori Universidade Estadual de Maringá

Resumo

Sucessor da epopeia, desde o seu surgimento, o gênero romance, vem surpreendendo ao se mostrar como uma forma inacabada, que aceita todo tipo de experimentalismo. A junção da poesia lírica com o gênero romanesco resultou no romance lírico, que tem suas origens no final do século XIX, e não se trata de uma prosa poética ou ainda um poema escrito em formato de prosa. O presente artigo busca analisar como o romance Ao Farol de Virginia Woolf, publicado em 1927 se insere neste contexto de hibridismo. De maneira mais específica se pretende levantar os aspectos que caracterizam o romance como pertencente a esta categoria. O aporte teórico se sustenta por Tofalini (2013), Freedman (1966), Goulart (1990), Orlandi (2007), entre outros.

Biografia do Autor

Adriana Gomes Cardozo de Andrade, Universidade Estadual de Maringá

Mestranda em Letras, área de concentração: Estudos Literários pela Universidade Estadual de Maringá. Licenciada em Letras Português/Inglês pela Universidade Estadual do Paraná - UNESPAR/Campus de Campo Mourão. Possui interesse em estudos relacionados a literatura e a ecocrítica.

Ana Maria Soares Zukoski, Universidade Estadual de Maringá

Mestranda em Letras, na área de concentração: Estudos Literários pela Universidade Estadual de Maringá. Graduada em Letras Português/Inglês pela Universidade Estadual do Paraná - UNESPAR/Campus de Campo Mourão. Tem interesse em literatura de autoria feminina.

Referências

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Publicado

30/12/2018

Como Citar

Andrade, A. G. C. de, Zukoski, A. M. S., & Libanori, E. V. (2018). O LIRISMO NO ROMANCE AO FAROL (1927), DE VIRGINIA WOOLF/ THE LIRISM IN THE NOVEL TO THE LIGHTHOUSE (1927), BY VIRGINIA WOOLF. Revista ECOS, 25(2). Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/ecos/article/view/3306