EL OJO, LA LENTE: UM ESTUDO SOBRE “ESTRICTAMENTE NO PROFESIONAL” DE JULIO CORTÁZAR

Autores

  • Ricardo Ramos Costa Doutor em Literatura Comparada pela UERJ. Professor do Instituto Federal do Espírito Santo.

Resumo

Neste trabalho, proponho apresentar as relações entre o texto de Julio Cortázar, “Estrictamente no profesional”, e as fotografias de Sara Facio e Alicia D’Amico. O texto e as fotografias em questão fazem parte do livro Territorios, de Julio Cortázar (primeira edição de 1978). Este livro (qualificado pelo autor como almanaque) é composto por textos criados a partir de várias obras de artes (pintura, dança, fotografia, gravura, escultura) de diferentes artistas, numa tentativa de estabelecer um diálogo com estas obras, por consonância ou dissonância, por aproximação ou distanciamento. Não há unidade neste agrupamento de textos “[...] en el que cada página es uma isla de total soledad, de irreparable incomunicación [...]” (CORTÁZAR, 1992, p. 96) mas, especialmente no texto objeto deste estudo, o autor desenvolve uma reflexão aguda sobre a tênue fronteira que pode existir entre a loucura e a sanidade. Esta reflexão propõe reavaliar o que é a loucura, com uma argumentação sempre voltada para o pensamento sobre a América Latina, imprescindível ao escritor.

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Publicado

07/07/2015

Como Citar

Costa, R. R. (2015). EL OJO, LA LENTE: UM ESTUDO SOBRE “ESTRICTAMENTE NO PROFESIONAL” DE JULIO CORTÁZAR. Revista ECOS, 15(2). Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/ecos/article/view/637