O JOGO INTERTEXTUAL EM GOTA D’ÁGUA

Autores

  • Marise Gândara Lourenço Mestre em Teoria Literária pela Universidade Federal de Uberlândia, com especialização em Interpretação Teatral; em Língua e Literatura Espanhola e Hispano-Americana e graduação em Música também pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Resumo

Esteartigoconsiste emumestudosobrea dinâmicaintertextual presenteemGota d’água, de Chico Buarque e Paulo Pontes. Para melhor compreender as particularidades intertextuais desta obra, utilizaram-se as teorias de Bakhtin, Kristeva, sobre diálogo entre textos, e as de Lesky e William sobre o trágico, entre outras. Isto possibilita concluir que Gota d’água, carrega consigo o cotidiano dos anos de 1970, é atravessada pela concepção estética grega de tragédia musical, elege como procedimentos intertextuais a paródia e paráfrase, estruturando-se, assim, como uma tragédia em tom farsesco.

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Publicado

12/07/2015

Como Citar

Lourenço, M. G. (2015). O JOGO INTERTEXTUAL EM GOTA D’ÁGUA. Revista ECOS, 18(1). Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/ecos/article/view/687