Conhecimento de gestantes e puérperas acerca da mastite puerperal/ Knowledge of pregnant women and puerperal women about puerperal mastites/ Conocimiento de gestantes y puérperas acerca de la mastitis puerperal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30681/25261010

Palavras-chave:

Centros de Saúde, Aleitamento Materno, Mastite, Período Pós-Parto

Resumo

Objetivo: identificar o conhecimento de gestantes e puérperas acerca da mastite puerperal. Método: trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa, com entrevistas norteada por questionário semiestruturado, realizado em duas Unidades Básicas de Saúde em Mato Grosso. As participantes foram gestantes e puérperas na faixa etária de 17 a 31 anos. Do processo de análise temática dos relatos obtidos, surgiram duas categorias: “Percepção das mulheres acerca da mastite puerperal” e “Compreensão das mulheres acerca da prevenção e tratamento da mastite puerperal”. Resultados: os resultados apontam que as mulheres não obtinham informações suficientes acerca da mastite puerperal durante a consulta de pré-natal e puerpério, comprometendo o aprendizado e o autocuidado.  O baixo nível de conhecimento e a escassez de informações sobre amamentação sinalizam para o risco de desmame precoce e outras repercussões negativas. Considerações Finais: observa-se a importância da criação de programas de prevenção e educação às gestantes e puérperas sobre a importância da amamentação, para que as mesmas se sintam amparadas e acolhidas pelos profissionais de saúde e não abandonem a amamentação.

Biografia do Autor

Andressa Almeida Coelho, Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT

Enfermeira Assistencial.

Claudia Moreira de Lima, Universidade de Cuiabá - UNIC.

Bacharel em Enfermagem pela Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT (2014). Especialização em Urgência e Emergência e Gestão em Serviços Pré-Hospitalar pela Faculdade Afirmativo - FAFI (2016). Mestranda do Programa Ambiente e Saúde área de concentração poluentes ambientais da água e solo e doenças relacionadas pela Universidade de Cuiabá - UNIC (2017-2019)

Edson Henrique Pereira de Arruda, Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT.

Graduação: Farmácia-Bioquímica (2009/2013), Universidade de Cuiabá, Campus: Tangará da Serra-MT. Graduado: Química (2013/2017), Instituto Federal de Mato Grosso, Campus: Cuiabá-MT. 1.Atuação Profissional: Alvim Laboratório de Análises Clínicas Tangará da Serra-MT, de Fevereiro de 2014 à Dezembro de 2014. 2. Professor Instrutor da Saúde, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - SENAC. De 14 de Abril à 26 de Agosto de 2015. 3. Professor de Educação Superior, da Universidade Estadual do Mato Grosso - UNEMAT. De Março de 2015 a Abril de 2016. Docente dos curso de Enfermagem e Educação Física do Campus de Diamantino/MT. Docente das disciplinas de Bioquímica I, Bioquímica II, Farmacologia I, Farmacologia II, Imunologia Básica e Nutrição e Dietética. 

Referências

Organização Mundial da Saúde. Proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno: o papel especial dos serviços materno-infantis. Declaração conjunta OMS/UNICEF. Genebra: OMS; 1989.

Ministério da Saúde (BR). Portaria n° 1920, de 5 de setembro de 2013. Estabelece a Estratégia Nacional para Promoção do Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável no Sistema Único de Saúde (SUS) - Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil. Diário Oficial da União, Brasília-DF, 06 set. 2013, Seção 1.

Ministério da Saúde (BR). II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Brasília: Ministério da Saúde; 2009.

Haroon S, Das JK, Salam RA, Imdad A, Bhutta ZA. Breastfeeding promotion interventions and breastfeeding practices: a systematic review. BMC Public Health. 2013; 13 Suppl 3: S20.

Castro KF, Souto CMRM, Rigão TVC, Garcia TR, Bustorff LACV, Braga VAB. Intercorrência mamárias relacionadas à lactação: estudo envolvendo puérperas de uma maternidade pública de João Pessoa, PB. O mundo da Saúde. 2009; 33(4):433-9.

Quirino LS, Oliveira JD, Figueiredo MFER, Quirino GS. Significado da Experiência de não amamentar relacionado as intercorrências mamárias. Rev Cogitare Enferm. 2011; 16(4):628-33.

Amaral LJX, Sales SS, Carvalho DPSRP, Cruz GKP, Azevedo IC, Ferreira Júnior MA. Fatores que influenciam na interrupção do aleitamento materno exclusivo em nutrizes. Rev gaúcha enferm. 2015; 36(esp):127-34.

World Health Organization. Collaborative Study Team on the role of breastfeeding on the prevention of infant mortality. Effect of breastfeeding on infant and child mortality due to infectious diseases in less developed countries: a pooled analysis. WHO 2000; 9202(355):451-55.

Costa AA, Souza EB, Guimarães JV, Vieira F. Evidências das intervenções na prevenção do trauma mamilar na amamentação: revisão integrativa. Rev Eletr Enferm. 2013; 15(3):790-801.

Linhares E. Distúrbios e patologia da lactação. Mastites. In: Rezende J, editor. Obstetrícia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1974.

Tang L, Lee AH, Qiu L, Binns CW. Mastitis in chinese breastfeeding mothers: a prospective cohort study. Breastfeeding Med. 2014; 9(1):35-38.

Santos MCM, Filho CG, Nicolau RA. Efeitos terapêuticos do diodo emissor de luz - led em mastites lactacionais. Rev Univap on-line. 2012; 18(32).

Scott AJ, Robertson M, Fitzpatrick J, Knight C, Mulholland S. Occurrence of lactational mastitis and medical management: A prospective cohort study in Glasgow. Int Breastfeed J. 2008; 3:21-6.

Gabrielloni C, Barbieri M. Infecção em obstetrícia. In: Fernandes AT. Infecção hospitalar e suas interfaces na área da saúde. São Paulo: Atheneu; 2000.

Soubhi K, Souza E. Protocolos de obstetrícia: descrições, diagnóstico, tratamento. Santos JLO, Carvalho MAO. São Paulo: Estação W Comunicação; 2012.

Ruocco RMSA, Zugaib M. Mastite Puerperal. Tratado de Ginecologia. São Paulo: Artes Médicas; 2002.

Batista KRA, Farias MCAD, Melo WSND. Influência da assistência de enfermagem na prática da amamentação no puerpério imediato. Saúde debate. 2013; 37(96):130-8.

Neves BR, Silva TS, Gomes DR, Mattos MP, Mendes ACCS, Gomes DRG. Intercorrências mamárias relacionadas com à amamentação: uma revisão sistemática. Higia. 2016; 1(2):58-73.

Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 13. Ed. São Paulo: Hucitec; 2013.

Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2009.

Delezuk RL, Lopata C, Rodrigues AS, Alzarez GP, Zimmermann MH. Consulta puerperal de enfermagem: frequência de problemas mamários. In: Congresso Conversando Sobre Extensão. Ponta Grossa: UEPG; 2013.

Martins CC, Vieira GO, Vieira TO, Mendes CMC. Fatores de riscos maternos e de assistência ao parto para a interrupção precoce do aleitamento materno exclusivo: estudo de coorte. Rev baiana saúde pública. 2011; 35(1):167-78.

Ministério da Saúde (BR). Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar. Brasília: Ministério da Saúde; 2015.

Almeida RP, Reis CLD, Santanta CA, Santos WLD, Menezes MO. Intercorrências mamárias: Implicações para a manutenção do aleitamento materno. Good practices of nursing representations In the construction of Society. In: International Nursing Congress. Universidade Tiradentes. 2017; 1-4.

Ribeiro JZB. Importância das orientações no pré-natal: conhecendo a visão das puérperas. [Monografia]. Pelotas: Universidade federal de pelotas, Escola de Enfermagem. 2011. 54 p.

Rolla TS, Gonçalves VMS. Aleitamento materno e seus determinantes. Revista Enfermagem Integrada. 2012; 5(1):895-904.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde; 2012.

Ministério da Saúde (BR). Pré-natal e Puerpério: atenção qualificada e humanizada – manual técnico. Brasília: Ministério da Saúde; 2006.

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Recomendação sobre a suplementação periconcepcional de ácido fólico na prevenção de defeitos de fechamento do tubo neural (ANENCEFALIA E OUTROS DEFEITOS ABERTOS DO TUBO NEURAL). Rio de Janeiro: FEBRASCO; 2012.

Brasil. Presidência da República. Decreto nº 94.406, de 8 de junho de 1987. Regulamenta a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da enfermagem, e dá outras providências.

Lima YMS, Moura MAV. Consulta de Enfermagem pré-natal: a qualidade centrada na satisfação da cliente. Rev pesqui cuid fundam (Online). 2005; 9(1):93-9.

Bonfim JM, Vasconcelos TB, Machado DMS, Câmara TMS, Nogueira MM, Bastos VPD. Estudo das alterações mamárias e do perfil socioeconômico em mulheres assistidas por um hospital público de Fortaleza/CE. Rev saúde pública Santa Catarina. 2013; 6(4):55-66.

Rios CT, Vieira NFC. Ações educativas no pré-natal: reflexão sobre a consulta de enfermagem como um espaço para educação em saúde. Ciênc saúde colet. 2007; 12(2):477-86.

Downloads

Publicado

20/12/2018

Como Citar

Coelho, A. A., Lima, C. M. de, & Arruda, E. H. P. de. (2018). Conhecimento de gestantes e puérperas acerca da mastite puerperal/ Knowledge of pregnant women and puerperal women about puerperal mastites/ Conocimiento de gestantes y puérperas acerca de la mastitis puerperal. Journal Health NPEPS, 3(2), 540–551. https://doi.org/10.30681/25261010

Edição

Seção

Artigo Original/ Original Article/ Artículo Originale

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)