LETRAS E TINTAS REAIS: AS CORES SERTANEJAS DE RICARDO GUILHERME DICKE

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DOI:

https://doi.org/10.30681/moinhos.v1i12.10780

Palavras-chave:

Ricardo Gulherme Dicke, Estética do Realismo Grotesco, Literatura, Pintura

Resumo

O texto trata de Ricardo Guilherme Dicke, com o objetivo de fazer aproximações estéticas e temáticas entre sua obra literária e sua obra em telas. Um preâmbulo teórico destaca aspectos da estética dickeana, fundada no realismo grotesco; em seguida, faz-se breve análise das telas, cujos temas, de alguma forma, estão conectados com a literatura. Subjaz ao texto a hipótese de que o sublime e o grotesco constituem forças que ampliam a potência criadora de Ricardo Guilherme Dicke. Bakhtin (1996), Hugo (2010), Kant (2015) estão na base teórica do artigo, que pretende mostrar que o universo ficcional de Dicke insere-se em um arco narrativo que envolve tradição e disrupção.

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Biografia do Autor

  • Shirlene Rohr de Souza, UNEMAT

    Doutora em Estudos Literários pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Professora do Curso de Letras da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Campus de Alto Araguaia.

  • Eduardo Moreira Leite Mahon, UNEMAT.

    Advogado e escritor, doutor em estudos literários pela Universidade do Estado de Mato Grosso. Autor de diversos livros, recebeu prêmios, com obras selecionadas pelo Ministério da Educação no PNLD Literário. Editor da Revista Literária Pixé. colaborador do Projeto Ricardo Guilherme Dicke: Literatura e Pintura

  • Benjamin Rodrigues Ferreira Filho, Universidade Federal de Rondonópolis (UFR)

    Doutor em Ciência da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), professor da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). Coordenador do Projeto de Pesquisa “Literatura e pensamento crítico”.

Referências

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Publicado

2023-01-13

Edição

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Artigos

Como Citar

LETRAS E TINTAS REAIS: AS CORES SERTANEJAS DE RICARDO GUILHERME DICKE. (2023). Revista Moinhos, 1(12), 73-86. https://doi.org/10.30681/moinhos.v1i12.10780

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