MODERNISMO E A POESIA DE DRUMMOND

Autores

  • Cristiane Emanuela da Silva Barbosa Universidade do Estado de Mato Grosso

DOI:

https://doi.org/10.30681/real.v9i01.1443

Resumo

Este artigo tem por finalidade apresentar alguns aspectos do movimento modernista que fazem parte da poesia de Carlos Drummond de Andrade. Sua poesia é autorreflexiva. O uso da metalinguagem é um ato reflexivo da própria ação de criação poética que atingiu uma dimensão inimaginável na poética moderna e contemporânea. O culto metapoético drummondiano traz a vistas não somente a autorreflexão, mas também a justificação da autonomia artística no momento da produção poética, para transcender os limiares da literatura conquistando a arte poética. Todas as obras de Carlos Drummond de Andrade representam uma leitura e releitura do fazer poético no trato com a linguagem. Assim, em alguns poemas brinca, joga com as palavras. Ele as seduz e é seduzido por elas. Com o poder da palavra dá anticonselhos, pois conselhos não se dá, é algo chato de se ouvir. O poeta que inicia seus trabalhos com a madurez de Alguma Poesia liberta-se em A Rosa Do Povo para expor sem rodeios os anticonselhos no poema “Procura da poesia”. Para trabalhar a poética drummondiana, tomaremos como principais fontes teóricas Alfredo Bosi, Antonio Cândido e Octavio Paz.

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Publicado

01/07/2016

Como Citar

Barbosa, C. E. da S. (2016). MODERNISMO E A POESIA DE DRUMMOND. Revista De Estudos Acadêmicos De Letras, 9(01), 151–166. https://doi.org/10.30681/real.v9i01.1443