OS GÊNEROS TEXTUAIS NO CURRÍCULO PAULISTA: IMPLICAÇÕES PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA, NO ENSINO MÉDIO.

Autores

  • CLEBER FERREIRA GUIMARÃES Secretaria Municipal de Educação (SEMED)- Campo Grande/MS

DOI:

https://doi.org/10.30681/real.v10i1.1810

Resumo

O presente texto objetiva discutir as teorias que embasam o Currículo de Língua Portuguesa e os materiais didáticos utilizados na Rede Pública Paulista. Trata-se de um resultado do conteúdo da pesquisa de mestrado intitulada “A mediação docente e a formação do leitor no Programa São Paulo Faz Escola”, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Oeste Paulista-UNOESTE, SP. Foi realizada uma investigação qualitativa, com inclusão de uma análise documental do Currículo Paulista e do Caderno do Aluno, volume 1, de Língua Portuguesa; da 1ª série do Ensino Médio. A análise foi realizada a partir dos pressupostos epistemológicos de Bakhtin (2014; 2003) e de outros teóricos, e evidenciou que o Currículo de Língua Portuguesa está em consonância com a vertente bakhtiniana dos gêneros discursos. Porém, nas atividades discentes, no Caderno do Aluno, as teorias anunciadas no Documento Paulista são negligenciadas e focam, apenas, as características formais, temático-conteudísticas dos gêneros textuais.

Palavras-Chave: Gêneros Textuais. Currículo de Língua Portuguesa. Prática docente no Ensino Médio.

Biografia do Autor

CLEBER FERREIRA GUIMARÃES, Secretaria Municipal de Educação (SEMED)- Campo Grande/MS

Mestre em Educação pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE); especialista em Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa e Literatura (UNIASSELVI); pós-graduado em Educação Especial Inclusiva (UNIASSELVI); graduado em Letras (UNIESP). Professor de Língua Portuguesa na Secretaria Municipal de Educação (SEMED)- Campo Grande/MS E-mail: cleber_blod@hotmail.com.

Referências

ANTUNES, I. Aula de português: encontro & interação. São Paulo, Parábola Editorial, 2003.

____________. Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo, Parábola, 2010.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo, Edições 70, 2011.

BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. IN: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo, Martins Fontes, 2003.

_____________ Marxismo e filosofia da linguagem. 16.ed, São Paulo, Hucitec, 2014.

BARROS, E. M. D de. Gêneros textuais e práticas de letramento: a temporalidade verbal no gênero crítica cinematográfica. IN: Revista Brasileira de Linguística Aplicada, v. 9, n.1, 2009.

CAVALCANTI, J. R. O trabalho com textos na sala de aula. Revista de Divulgação Científica em Língua Portuguesa, Linguística e Literatura. Ano 06, v. 12, 2010.

GERALDI, J.W. O texto na sala de aula. São Paulo, Ática, 2006.

______________. O texto na sala de aula. São Paulo, Anglo, 2012.

______________. Portos de passagem. São Paulo, Martins Fontes, 1997.

GUIMARÃES, A. M de M. Gêneros textuais e ensino de língua materna: entre o caminho e a pedra. IN: RBLA, v. 10, n. 2, 2010a.

GUIMARÃES, C. F. A mediação docente e a formação do leitor no Programa São Paulo Faz Escola. Dissertação (Mestrado em Educação)- Universidade do Oeste Paulista-UNOESTE, Presidente Prudente, SP, 2016b.

GAMBOA, S. A. A. Pesquisa qualitativa: superando tecnicismos e falsos dualismos. Revista Contrapontos, v. 3, n. 3, 2003.

GATTI, B. A. A construção da pesquisa em educação no Brasil. Brasília, Plano, 2002.

GODOY, A. S. Pesquisa qualitativa: tipos fundamentais. Revista de Administração de Empresas. São Paulo, v. 35, n. 3, 1995.

KRISTEVA, J. Introdução à semanálise. São Paulo, Perspectiva, 1974.

LÜDKE, M.; ANDRÉ, M. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

MACHADO, R. L. A perspectiva dialógica no ensino de língua portuguesa: a prática de produção textual numa turma de 8º ano. Dissertação (Mestrado em Letras e Linguística)- Universidade Federal de Alagoas, Alagoas, 2014.

MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo, Parábola, 2008.

PEREIRA, R. A; RODRIGUES, R. H. Gêneros como articuladores do ensino e da aprendizagem das práticas de linguagem. IN: SILVA, W, R; LIMA, P da S. Gêneros textuais na prática pedagógica: diálogos entre escolas e universidades, Campinas, Pontes Editora, 2016.

PASSARELLI, L. M. G. Ensino e correção na produção de textos escolares. 1.ed, São Paulo, Telos, 2012.

PARÂMETROS Curriculares Nacionais. Ensinando a língua portuguesa no Ensino Médio. 12. ed. Brasília: FTD, 2002.

SÃO PAULO (Estado). Currículo do Estado de São Paulo: linguagens, códigos e suas tecnologias. 2.ed. São Paulo: SEE, 2010d.

SÃO PAULO (Estado). Material de apoio ao currículo do Estado de São Paulo: caderno do aluno; língua portuguesa, ensino médio, 1ª série. São Paulo: SE, 2014c.

SCHÖN, A. S. Formar professores como profissionais reflexivos. In: NÓVOA, A. (org.) Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1997.

SILVA, W. R; LIMA, P da S. Gêneros textuais na prática pedagógica: diálogos entre escolas e universidades. Campinas, Pontes Editora, 2016.

TREVIZAN, Z. Contribuições da semiótica para a alfabetização do olhar. In: GEBRAN, R. A. (org.). Contexto escolar e processo de ensino-aprendizagem: ações e interações. São Paulo: Arte & Ciência, 2004.

ZOZZOLI, R. M. D. Leitura e Produção de Textos: teorias e práticas em sala de aula. IN: ZOZZOLI, D (org). Revista Leitura. n. 21, Imprensa Universitária, UFAL, 19.

Downloads

Publicado

08/08/2017

Como Citar

GUIMARÃES, C. F. (2017). OS GÊNEROS TEXTUAIS NO CURRÍCULO PAULISTA: IMPLICAÇÕES PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA, NO ENSINO MÉDIO. Revista De Estudos Acadêmicos De Letras, 10(1), 170–176. https://doi.org/10.30681/real.v10i1.1810

Edição

Seção

Artigos - Linguística Aplicada