ENTRE O RISO E A COMISERAÇÃO: UM ESTUDO DO HUMORISMO EM “O TELEGRAMA DE ATAXERXES”, DE ANÍBAL MACHADO

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Resumo

Resumo: Procedimento importante no modernismo brasileiro, o humor foi largamente utilizado por Aníbal Machado, podendo ser encontrado em toda a sua obra. Nesse universo, destaca-se a presença de sentimentos contrários, em que o riso e o sofrimento são aproximados, constituindo o que Luigi Pirandello chamou de humorismo. Esse estado dúbio, constituído ao mesmo tempo de pranto e de riso, pode ser percebido na narrativa de “O telegrama de Ataxerxes”, de Aníbal Machado. Nela, temos um protagonista que busca realizar seus sonhos, vivendo uma ilusão parecida com a de Dom Quixote. Como no romance de Miguel de Cervantes, a história de Ataxerxes também provoca riso e comiseração. Assim, o objetivo deste estudo é analisar o conto “O telegrama de Ataxerxes”, considerando-se a presença de humorismo. Para a realização deste artigo, recorreremos aos trabalhos de PIRANDELLO (2009), MACHADO (1966), DUARTE (2006), dentre outros.

Palavras-chave: Aníbal Machado. Modernismo. O telegrama de Ataxerxes. Humorismo.

Biografia do Autor

Edilaine Ortiz, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Mestranda do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Letras, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Campo Grande MS, Brasil. Bolsista FUNDECT. Membro do grupo de pesquisa Modernismo periférico: poéticas do século XX.

Marcos Vinícius Teixeira, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Marcos Vinícius Teixeira é graduado em Letras pela Universidade Federal de Ouro Preto, mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo. Atua como professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul desde 2015. Pesquisa, dentre outros assuntos, a obra de Aníbal Machado.

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Publicado

25/01/2021

Como Citar

Ortiz, E., & Teixeira, M. V. (2021). ENTRE O RISO E A COMISERAÇÃO: UM ESTUDO DO HUMORISMO EM “O TELEGRAMA DE ATAXERXES”, DE ANÍBAL MACHADO. Revista De Estudos Acadêmicos De Letras, 13(2), 76–91. Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/reacl/article/view/4824