“EU ME FALTO AO LONGO DE MIM”
A AUTOFICÇÃO EM AMORA DE NATALIA BORGES POLESSO
DOI:
https://doi.org/10.30681/real.v18i01.11874Palavras-chave:
Autoficção, Literatura Comparada, Natália Borges Polesso, literatura contemporâneaResumo
Este trabalho propõe-se a analisar os contos “Primeiras vezes” e “Flor, flores, ferro retorcido”, que compõem o livro Amora, da escritora gaúcha Natalia Borges Polesso, publicado em 2015, a partir do desenvolvimento do conceito de “autoficção”. Para tanto, é feita uma análise de estudos epistemológicos quanto ao gênero, desde sua origem pelo escritor francês Doubrovsky, até os estudos atuais propostos por Luciene Azevedo (2008), nos quais a autoficção será colocado não só como instrumento do autor, mas também uma resposta a um contexto contemporâneo e a necessidade do autor de se fazer biograficamente presente em seu texto. Por fim, este estudo pretende busca compreender e identificar as diferentes identidades que permeiam as narrativas poéticas dos contos selecionados, a forma com que detalham uma narrativa atemporal sobre a homossexualidade feminina, concomitante à inquietação pessoal da autora, cujas experiências e interpretações se misturam às das personagens
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