USO DE SMARTPHONES NAS AULAS DO ENSINO MÉDIO A PARTIR DA PERSPECTIVA DOS ALUNOS

Autores

  • Nayara Stefanie Mandarino Silva Membro do grupos de pesquisa "Núcleo de Estudos de Cultura da UFS" e "Grupo de Pesquisa sobre Políticas Linguísticas e de internacionalização da Educação Superior - GPLIES" e atua na equipe de apoio ao Núcleo Gestor da Rede Andifes Idiomas sem Fronteiras.

Resumo

Considerando o crescente número de usuários de smartphones nas instituições de ensino, o objetivo deste artigo é analisar como os alunos do terceiro ano do Ensino Médio de um colégio do estado de Sergipe usam smartphones e como acreditam que esses dispositivos devem ser utilizados nas aulas. Esta é uma pesquisa qualitativa caracterizada como estudo de caso de cunho analítico-interpretativo, cujos dados foram coletados por grupo focal com cinco alunos em março de 2020. Conclui-se que os alunos usam celulares na sala de aula para fins de entretenimento e comunicação. No entanto, eles acham que a utilização deveria servir propósitos educacionais.

Palavras-chave: Smartphones. Aulas. Ensino Médio. Grupo focal.

Biografia do Autor

Nayara Stefanie Mandarino Silva, Membro do grupos de pesquisa "Núcleo de Estudos de Cultura da UFS" e "Grupo de Pesquisa sobre Políticas Linguísticas e de internacionalização da Educação Superior - GPLIES" e atua na equipe de apoio ao Núcleo Gestor da Rede Andifes Idiomas sem Fronteiras.

Graduada em Letras Português e Inglês pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Atualmente, cursa Especialização em Docência no Instituto Federal Minas Gerais (IFMG). Além disso, faz parte dos grupos de pesquisa "Núcleo de Estudos de Cultura da UFS" e "Grupo de Pesquisa sobre Políticas Linguísticas e de internacionalização da Educação Superior - GPLIES" e atua na equipe de apoio ao Núcleo Gestor da Rede Andifes Idiomas sem Fronteiras.

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Publicado

21/08/2021

Como Citar

Silva, N. S. M. (2021). USO DE SMARTPHONES NAS AULAS DO ENSINO MÉDIO A PARTIR DA PERSPECTIVA DOS ALUNOS. Revista De Educação Do Vale Do Arinos - RELVA, 8(1), 165–182. Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/relva/article/view/5854