Educação permanente em saúde: formas de imaginar as tecnologias leves em saúde a partir do aprendizado por associação
Abstract
Essa pesquisa aborda o cotidiano do trabalho, tendo como ponto de partida o percurso do projeto Educação Permanente em Saúde em Movimento (EPS em Movimento), iniciativa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS - Educasaúde), que mobilizou pessoas para implementar ações da Educação Permanente em Saúde (EPS) em todo o território nacional e as atividades do Núcleo de Estudos e Pesquisa da Educação Permanente em Saúde (NEPEPS) entre 2014 a 2015. Esse relato de experiência vem destacando como foi experimentar as novas formas de fazer e aprender em saúde a partir das tecnologias leves em saúde. O objetivo do projeto vinculado a ela foi desenvolver práticas em saúde que se destacasse as tecnologias leves como forma de aprendizado por associação a partir das inventividades dos cotidianos, valorizando experiências não prescritas e materializadas sob as formas e regras definidas nos manuais técnicos. A ‘experiência e experimentação’, que tem como pressuposto teórico-metodológico a EPS é resultante do processo de ação-reflexão-ação, ou seja, do aprender a aprender em saúde, tendo como espaço de práticas o cotidiano do trabalho. Entretanto, não desconsidera a aprendizagem formal e suas formas de fazer (conteúdo e sala de aula), mas, reitera que o diálogo com os sujeitos dos implicados em saúde, assume relação intrínseca, e, por isso, importante, entre o processo de formação atemporal junto ao território. Nesse processo de aproximação entre os sujeitos da realidade do trabalho, da comunidade e da gestão, possibilita trocas do capital intelectual - humano capaz de (re) inventar a aprendizagem, de forma a intervir nas necessidades de saúde.
Palavras-chave: Educação Continuada. Educação em Saúde. Aprendizado por Associação. Capacitação em Serviço.
Downloads
References
Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 198/GM/MS, de 13 de fevereiro de 2004. Institui a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde como estratégia do Sistema Único de Saúde para a formação e o desenvolvimento de trabalhadores para o setor e dá outras providências. Brasília, 2004.
Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 1996/GM/MS, de 20 de agosto de 2007. Dispõe sobre as diretrizes para a implementação da Política de Educação Permanente em Saúde. Brasília, 2007.
Ceccim RB, Feuerweker LCM. O Quadrilátero da Formação para a Área da Saúde: Ensino, Gestão, Atenção e Controle Social. PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva. 2004;14(1):41-65.
Merhy EE, Onocko, R. Agir em saúde: um desafio para o público. 2 ed. São Paulo: Hucitec, 2002.
Ceccim RB. Educação Permanente em Saúde: desafio ambicioso e necessário. Interface - Comunic, Saúde, Educ. 2005; 9(16):161-77.
Duarte MLC, Oliveira AI. Compreensão dos coordenadores de serviços de saúde sobre educação permanente. Cogitare Enferm. 2012;17(3):506-12.
Ceccim RB, Ferla AA. Educação Permanente em Saúde, 2009. Disponível em < http://www.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/edupersau.html>. Acesso em 10 jun. 2017.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Saúde. Política de Educação e Desenvolvimento para o SUS: caminhos para a Educação Permanente em Saúde: Pólos de Educação Permanente em Saúde. Brasília, 2004.
Paim MC, Guimarães JMM, Alves VS, Veloso RC, Xavier SS.Importância da formação de docentes em EAD no processo de Educação Permanente para trabalhadores do SUS na Bahia. Escola Estadual de Saúde Pública, Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, 2009.
Freire P. Educação e mudança. 27 ed.; Rio de Janeiro: Paz Terra, 1997.
Ribeiro HMCB, Andrade ACP, Vilanova MCC, Petrola KAF, Zaparoli WG. Desafios da política de Educação Permanente em Saúde: formação profissional para a consolidação do Sistema Único de Saúde. Relatório da VI Jornada Internacional de Políticas Públicas, 2013.
Mitre SM, Siqueira-Batista R, Girardi-De-Mendonça JM, Morais-Pinto NM, Meirelles CAB, Pinto-Porto C, Moreira T, Hoffmann LMA. Metodologias ativas de ensino-aprendizagem na formação profissional em saúde: debates atuais. Ciênc. saúde coletiva. 2008;13(2):2133-2144.
Sobral FR, Campos CJG. Utilização de metodologia ativa no ensino e assistência de enfermagem na produção nacional: revisão integrativa. Rev. esc. enferm. USP [online]. 2012;46(1):208-218.
Marandola TR, Marandola CMR, Melchior R, Baduy RS. Educação Permanente em Saúde: conhecer para compreender. Revista Espaço para a Saúde, Londrina. 2009;10(2):53-60.
Ceccim RB. “Um sentido muito próximo ao que propõe a educação permanente em saúde!” O devir da educação e a escuta pedagógica da saúde. Interface - Comunic, Saúde, Educ. 2007;11(22):345-63.
Medeiros AC, Pereira QLC, Siqueira HCH, Cecagno D, Moraes CL. Gestão participativa na educação permanente em saúde: olhar das enfermeiras; Rev Bras Enferm, Brasília. 2010;63(1):38-42.
Downloads
Published
Issue
Section
License
- Os autores que publicam na Revista Ciência e Estudos Acadêmicos de Medicina permanecem como detentores dos direitos autorais de seus trabalhos e concedem à revista o direito de primeira publicação.
- Os artigos são publicados sob a licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que permite o uso, o compartilhamento, a reprodução, a adaptação e a redistribuição do conteúdo em qualquer meio ou formato, inclusive para fins comerciais, desde que seja atribuído o devido crédito aos autores e à publicação original nesta revista.
- Os autores podem firmar acordos adicionais de forma independente para a divulgação não exclusiva da versão publicada do artigo, incluindo sua disponibilização em repositórios institucionais, bases de dados científicas ou como parte de obras acadêmicas, desde que seja indicada a publicação original na Revista Ciência e Estudos Acadêmicos de Medicina.
- Os autores também são encorajados a disponibilizar seus trabalhos em ambientes digitais, antes ou durante o processo editorial, como forma de ampliar a visibilidade, o impacto acadêmico e a circulação do conhecimento científico.