O COMPORTAMENTO DOS INDICADORES FISCAIS NOS GOVERNOS BRASILEIROS  APÓS O TRIPÉ MACROECONÔMICO (1999-2022)

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Daniel César Stumm
Beatriz Fernanda Taveira
Dra. Rita Inês Paetzhold Pauli

Resumo

O artigo tem por objetivo analisar o comportamento das estatísticas fiscais brasileiras a partir de 1999, ano em que se estabeleceu o tripé macroeconômico. Para tanto, examina, em cada governo no período — FHC II, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro — o comportamento das seguintes estatísticas fiscais: receitas e despesas públicas, resultado primário, resultado nominal, dívida líquida do setor público, dívida interna e dívida externa. Os resultados apontam que o desempenho dessas variáveis esteve fortemente associado ao comportamento do PIB no período. Nos anos de crescimento, especialmente durante os governos Lula, observou-se aumento das receitas e despesas, bem como redução do endividamento público. Por outro lado, a desaceleração econômica e a recessão produziram efeito inverso, casos dos governos Dilma e Temer.

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Seção

Artigos

Biografia do Autor

Daniel César Stumm, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Beatriz Fernanda Taveira, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Dra. Rita Inês Paetzhold Pauli, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Professora no Departamento de Economia e Relações Internacionais (DERI-UFSM)

Como Citar

Stumm, D. C., Taveira, B., & Pauli, R. (2026). O COMPORTAMENTO DOS INDICADORES FISCAIS NOS GOVERNOS BRASILEIROS  APÓS O TRIPÉ MACROECONÔMICO (1999-2022). Revista UNEMAT De Contabilidade, 14(28), 213-228. https://doi.org/10.30681/ruc.v14i28.13838

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