A ESCRITA LITERÁRIA COMO CORPO QUE RESISTE EM MÁRCIA KAMBEBA

Autores

Palavras-chave:

Poética, Escrita feminina, Literatura indígena, Território, Corpo

Resumo

Este artigo apresenta discussões sobre a escrita de Márcia Kambeba, poeta, ativista indígena do povo Kambeba/Omágua, nascida na aldeia Belém dos Solimões. A poeta apresenta, em sua escrita, um fazer literário que reordena o olhar dos leitores para a reapropriação cultural e identitária dos povos indígenas. O trabalho está divido em partes, a saber: no primeiro momento, traremos de uma breve discussão sobre os modos de as mulheres indígenas circunscrevem seus nomes no circuito de escrita literária no Brasil; no segundo, apresentaremos Márcia Kambeba e suas produções; e, por fim, no terceiro, analisaremos o poema, intitulado “Ay Kakyri
Tama (eu moro na cidade)”, do livro homônimo da escritora, com o objetivo de refletir sobre os elementos estético-literários que demarcam o corpo indígena como um território de memória e luta dos povos originários em movimentos de resistência identitária.

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Publicado

2023-03-22

Como Citar

de Melo, C. A., da Costa, H. R., & Dias dos Santos, M. (2023). A ESCRITA LITERÁRIA COMO CORPO QUE RESISTE EM MÁRCIA KAMBEBA. Revista Alere, 26(2), 13–36. Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/alere/article/view/11002