A NEGRITUDE PELO OLHAR POÉTICO DE NEGRA AUREA: UM ESTUDO DO POEMA “VISTA MINHA PELE”

Autores

Palavras-chave:

Colonização, Descolonização, Vista Minha Pele, Negra Aurea, Negritude

Resumo

Este artigo discute a ambiguidade do
discurso colonizador/descolonizador no poema
“Vista minha pele”, da escritora Maria Áurea dos
Santos do Espírito Santo, uma mulher negra em
busca de visibilidade étnico-racial. Pretende-se uma
problematização sobre questões sociais que o poema
revela, levantando polêmicas acerca de direitos raciais,
direito de voz de lugar, que atualmente são temas

em vários âmbitos sociais. O objetivo é desenvolver
a leitura e análise crítica do texto, bem como, suas
contribuições em uma perspectiva decolonial e, não
obstante, a construção do seu papel na sociedade.
Busca-se, também, responder às questões da
colonização e descolonização que a poeta traz, assim
como inserir o real retrato da história dos negros que
vieram para o Brasil. A metodologia utilizada será
a revisão bibliográfica, que se desenvolve a partir do
estudo do poema “Vista minha pele”, de Maria Aurea
dos Santos dos Espirito Santo, tomando-se como
princípios as reflexões de Memmi (1977), Fanon
(1961), Nenevé/ Sampaio (2016) e Mignolo (2008),
entre outros autores. Por meio da análise do texto,
encontramos, no poema, elementos que o definem
como um produto da descolonização e da emancipação
do discurso de autoria feminina.

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Publicado

2023-03-22

Como Citar

Nenevé, M., & Costa de Souza, J. (2023). A NEGRITUDE PELO OLHAR POÉTICO DE NEGRA AUREA: UM ESTUDO DO POEMA “VISTA MINHA PELE”. Revista Alere, 26(2), 229–247. Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/alere/article/view/11019