A RESISTÊNCIA E O PROTESTO EM “JARDIM DE OSSOS”, DE MARLI WALKER

Autores

Palavras-chave:

Poesia, Autoria feminina, Marli Walker, Resistência, Protesto

Resumo

Este artigo objetiva aprofundar as discussões
sobre o processo composicional da poeta Marli Walker,
destacando-se a resistência e o protesto das múltiplas
vozes femininas como linha de força da obra Jardim
de Ossos (2020). A pesquisa foi norteada pelo seguinte
questionamento: por que a resistência e o protesto
são os principais elementos constitutivos da obra
Jardim de Ossos, de Marli Walker? Os procedimentos
para as análises foram estruturados pelos estudos
sobre as teorias do gênero poético e, também, pelos
estudos sobre poesia de autoria feminina. As análises
foram fundamentadas pelas teorias de: Telles (2004);
Perrot (2005); Zolin (2009); Priore (2012) e outros.
Os resultados evidenciaram que a poesia de Marli

Walker é transgressora porque utiliza em seu discurso
poético a subjetividade feminina para protestar
contra o sistema que impõe regras excludentes para
o fazer poético. Além disso, ficou evidenciando que
a construção discursiva apresentada pela referida
poeta objetiva o reconhecimento da produção literária
feminina em um contexto, historicamente, marcado
pela dominação masculina.

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Publicado

2023-03-22

Como Citar

dos Santos Pinto, A., Martins de Barros Melo, J. E., & Muniz Ribeiro Neto, J. de R. (2023). A RESISTÊNCIA E O PROTESTO EM “JARDIM DE OSSOS”, DE MARLI WALKER. Revista Alere, 26(2), 341–364. Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/alere/article/view/11025