ENTRE OS (DIS)SABORES DE UMA ALMA ÁVIDA E O FORTUNO BANQUETE AMOROSO: A DELICIOSA FONTE DOS PRAZERES EM “O PESCADOR E SUA ALMA”, DE OSCAR WILDE
DOI:
https://doi.org/10.30681/alere.v31i1.15007Palavras-chave:
Literatura, Psicanálise, Oscar WildeResumo
O indivíduo que não impõe ao outro sua própria felicidade, mas que persegue sua satisfação no bem ou em algo absoluto, fabrica o conceito da autenticidade e veracidade do amor. Tais perspectivas traçam condutas que vigoram no sujeito, tal qual em escritos literários. Sob gulosos e apaixonantes traquejos da alma humana, encontra-se o conto “O pescador e sua alma” (1891), do irlandês Oscar Wilde. Entre a glória do amor e os delitos de uma alma sem coração, anualmente o pescador se encontra com sua própria natureza (re)negada e, por tentações, alimenta-se do venenoso e do divino que os prazeres podem causar. Diante das iguarias
saborosas narradas no conto, “O pescador e sua alma”, nas entranhas íntimas da fase oral, articulam a atuação da organização psíquica do sujeito, precisamente a atividade do id, ego e superego no desenvolvimento pós-nascimento, bem como a influência ao longo da vida. Por tal fortuno, a presente palestra propõe a discussão das instâncias psíquicas presentes na composição literária
de “Wilde” e examinar o apetite de um sujeito mediante o sustento físico e psíquico. Como arcabouço teórico, recorrer-se-á à psicanálise para mediar o diálogo entre o conto e a teoria de Winnicott acerca da alimentação e memória da criança e o que postula Freud em seus escritos que regem a criação humana.