NAVALHA NA CARNE, DE PLÍNIO MARCOS: UM JOGO DE ESPELHOS FRATURADOS

Autores

  • Dimas Evangelista Barbosa Junior UNEMAT

Resumo

O presente artigo expõe uma apreciação do texto dramático Navalha na carne (1967), do escritor brasileiro Plínio Marcos de Barros, visando a demonstrar como a obra se estrutura num denso conflito existencial entre os personagens. A agressão que nasce dos diálogos plinianos, nessa peça, não condiz apenas à  condição  de  extrema marginalidade  social  do  qual  os personagens provêm, mas exibe uma profunda angústia, cuja raiz permanece obscura, mas seu efeito é explicitado no combate dialogal incessante entre as criaturas dramáticas. Para aprofundar nosso raciocínio, fundamentamo-nos, especialmente, nas ideias dos seguintes autores: Jean-Paul Sartre (2011), Helciclever Barros da Silva Vitoriano (2012), Paulo Roberto Vieira de Melo (1993).

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Como Citar

Barbosa Junior, D. E. (2017). NAVALHA NA CARNE, DE PLÍNIO MARCOS: UM JOGO DE ESPELHOS FRATURADOS. Revista Alere, 12(2), 113–140. Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/alere/article/view/1681

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ARTIGOS