CRISE, ENCONTROS E SOBREVIVÊNCIA DA ALEGORIA DA CAVERNA: CAMINHOS PARA O APRENDIZADO E A REINVENÇÃO DO SER

Autores

  • CLAUDIA CARLA MARTINS

Palavras-chave:

José Saramago; Crise; Alegoria da caverna; aprendizagem; devir.

Resumo

No romance A caverna (2000), de José
Saramago, a crise é o elemento movente, gerada pelo
sentimento de desajuste, de deslocamento e pela
percepção de não mais caber no novo arranjo social.
Tal condição faz com que a personagem central, o
oleiro Cipriano Algor, lance-se em um caminho de
aprendizagem e procura do ser. Também o confronto
com os componentes preservados da Alegoria da caverna,
resguardados no subterrâneo do Centro (espaço de
consumo criado na diegese) tem papel decisivo, pois
reforça o imperativo, inescapável, de reinvenção da
subjetividade. Constando isso, pretendemos demonstrar,
neste artigo, a trajetória de aprendizado traçada pelo
protagonista, os encontros que lhe propiciaram outros
modos de experimentação de si. Ainda, apontaremos o
resultado do embate efetuado com o quadro alegórico.

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Publicado

16/10/2021

Como Citar

MARTINS, C. C. (2021). CRISE, ENCONTROS E SOBREVIVÊNCIA DA ALEGORIA DA CAVERNA: CAMINHOS PARA O APRENDIZADO E A REINVENÇÃO DO SER. Revista Alere, 22(2), 125–140. Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/alere/article/view/5892

Edição

Seção

ARTIGOS