HISTÓRIA DO CERCO DE LISBOA E O VENDEDOR DE PASSADOS: DOIS ROMANCES, VÁRIAS HISTÓRIAS

Autores

  • CLAUDIA ELIANE ZORTEA

Palavras-chave:

Metaficção historiográfica, literatura, história, romance.

Resumo

Por meio do método comparatista, pretendese
neste artigo analisar duas obras das literaturas de
língua portuguesa: História do cerco de Lisboa, de José
Saramago, e O vendedor de passados, de José Eduardo
Agualusa. Os romances se aproximam em diversos
aspectos, mas no presente trabalho, iremos abordar a
problematização entre literatura e história proposta
pelos dois romances. Acreditamos que o método
analítico que seguimos possibilita um diálogo entre as
narrativas e lança luz sobre sua compreensão. História
do cerco de Lisboa apresenta a personagem Raimundo
Silva, revisor sensato que, num de seus trabalhos,
insere propositalmente um “não” e muda um fato
histórico incontroverso. Em O vendedor de passados,
a personagem principal é Félix Ventura, um solitário
angolano que tem como ofício a invenção de memórias
mais gloriosos para pessoas que buscam outro passado.
As duas narrativas ocupam um espaço que flutua entre
o ficcional e o real, ou melhor, elas problematizam
esse espaço e suas fronteiras. A partir das reflexões
sobre a metaficção historiográfica, propostas por Linda
Hutcheon, trataremos das estratégias das duas obras
ao abordarem a história, sem no entanto, pretenderem
ocupar seu lugar e sim contribuir para a memória
coletiva e criticar a imposição de uma única fonte da
verdade.

Downloads

Publicado

16/10/2021

Como Citar

ZORTEA, C. E. (2021). HISTÓRIA DO CERCO DE LISBOA E O VENDEDOR DE PASSADOS: DOIS ROMANCES, VÁRIAS HISTÓRIAS. Revista Alere, 22(2), 141–160. Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/alere/article/view/5893

Edição

Seção

ARTIGOS