O HAIKAI AMAZÔNICO DE MAX MARTINS: INVENÇÃO E TRADUÇÃO SEMIÓTICA

Autores

  • José Francisco da Silva Queiroz

Palavras-chave:

Tradução, Poesia, Haikai

Resumo

A produção literária modernista caracteriza-se pelo diálogo entre formas poéticas distintas, tanto no aspecto técnico quanto nas propostas temáticas e filosóficas de composição. Essa característica da arte literária modernista cumpre-se na supressão de barreiras temporais e culturais por meio de obras que buscam na linguagem poética um instrumento metalinguístico de reflexão do ato inventivo. A produção poética mostra o homem como um produto do idioma e seu recriador. O poeta Max Martins, a datar de seu livro H’era (1971), apropriou-se de algumas técnicas da poesia japonesa, como a forma do haikai, e desde então utilizou esse modelo estético em seu trabalho poético, mesmo não dominando o idioma japonês. Este artigo pretende problematizar como um poeta pode se apropriar de uma forma literária característica de um idioma específico, sem possuir o devido conhecimento linguístico e assim fazer uma tradução não de caráter idiomático mas semiótico.

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Publicado

25/05/2022

Como Citar

da Silva Queiroz, J. F. (2022). O HAIKAI AMAZÔNICO DE MAX MARTINS: INVENÇÃO E TRADUÇÃO SEMIÓTICA. Revista Alere, 23(1), 179–196. Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/alere/article/view/6267

Edição

Seção

ARTIGOS DO DOSSIÊ TEMÁTICO