SILENCIAMENTO E TRAÇOS DE ESCRITA FEMININA EM DULCINÉA PARAENSE

Autores

  • Gabriela Caroline Raudenkolb da Costa
  • Geovane Silva Belo
  • Thaís Fernandes de Amorim

Palavras-chave:

Dulcinéa Paraense, silenciamento, escrita feminina

Resumo

Este trabalho analisa o processo de silenciamento que acomete a história/obra de Dulcinéa Paraense e alguns traços da escrita feminina. Apresenta o trajeto intelectual da autora a partir da década de 1930, sua presença no cenário intelectual paraense, atuando ativamente nos suplementos literários, revistas e jornais da época. O aporte teórico sobre silenciamento e subalternização de mulheres ao longo da história sustenta-se nos conceitos de Michelle Perrot (2005; 2007), Virgínia Woolf (2012) e Angélica Soares (2009). Já os de escrita feminina apoiam-se nos desdobramentos de Lúcia Castello Branco (1991) e Mirian Bittencourt (2015). O corpus da análise foi composto de dois poemas: “A Voz da Noite ou Inquietude” ([1939] PARAENSE, 2011) e Romance ([1941] PARAENSE, 2011). O objetivo deste trabalho é identificar os traços de escrita feminina nos poemas da autora e identificar os processos de silenciamento que Dulcinéa pode ter sofrido. As questões da pesquisa são: Quais processos levaram à sua invisibilidade? Quais marcas de escrita feminina existem em seus poemas? Essa autora pode ser considerada silenciada? Seus poemas já sinalizam resistência e rupturas, suas publicações datam de um período em que a liberdade de amar e o erotismo eram considerados inadequados ao lugar de fala que a mulher ocupava.

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Publicado

25/05/2022

Como Citar

Raudenkolb da Costa, G. C., Silva Belo, G., & Fernandes de Amorim, T. (2022). SILENCIAMENTO E TRAÇOS DE ESCRITA FEMININA EM DULCINÉA PARAENSE. Revista Alere, 23(1), 221–241. Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/alere/article/view/6269

Edição

Seção

ARTIGOS DO DOSSIÊ TEMÁTICO