MAIS UM ARTISTA NO DESTERRO: ERRÂNCIA E IDENTIDADE EM CINZAS DO NORTE, DE MILTON HATOUM

Autores

  • Alex Bruno da Silva Universidade Estadual de Goiás - UEG
  • Flávio Pereira Camargo Universidade Federal de Goiás - UFG
  • Rosicley Andrade Coimbra Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS

DOI:

https://doi.org/10.30681/alere.v30i2.14100

Palavras-chave:

Deslocamento, Estraneidade, Identidade, Romance brasileiro contemporâneo

Resumo

Este artigo pretende analisar o romance Cinzas do Norte, de Milton Hatoum (2005), pela perspectiva do conceito de “estraneidade”, de Nestor Garcia Canclini (2016), aliando à discussão outro conceito, o de “pulsão de errância”, de Michel Maffesoli (2021), para então analisar o protagonista Mundo e sua estratégia de desviar-se da norma e da repressão advinda da figura paterna. Desse modo, torna-se possível pensar a ambivalência dos deslocamentos como ferramenta que possibilita ao sujeito refletir sobre os vínculos e construir lugares para si. Evidencia-se, assim, identidades fragmentadas postas em narração desvelando a perda de referências fixas e a fratura gerada pelo trânsito e por essa imersão em um espaço outro. A estratégia do romance em questão é a articulação entre os deslocamentos espaciais e a construção identitária ancorada em um passado que serve como alavanca para a construção do futuro.

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Biografia do Autor

  • Flávio Pereira Camargo, Universidade Federal de Goiás - UFG

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Publicado

2025-08-23

Como Citar

da Silva, A. B., Pereira Camargo, F., & Andrade Coimbra, R. (2025). MAIS UM ARTISTA NO DESTERRO: ERRÂNCIA E IDENTIDADE EM CINZAS DO NORTE, DE MILTON HATOUM. Revista Alere, 30(2), 153-180. https://doi.org/10.30681/alere.v30i2.14100