Escola colonizadora e a reviravolta pulsante pela ressignificação e representatividade do povo Munduruku
DOI:
https://doi.org/10.30681/faed.v42i1.14819Palavras-chave:
História da escola, Reafirmação ética, Identidade e resistênciaResumo
Este texto apresenta a educação civilizatória e catequética para o povo indígena Munduruku no início do século XIX até a organização do movimento escolar na Aldeia Nova Munduruku em Mato Grosso. No plano teórico, utilizamos o pensamento decolonial como estratégia epistemológica para a análise e compreensão do estudo. No plano metodológico utilizamos o viés qualitativo e desenvolvemos um levantamento histórico com autores, exercício da memória sobre a escola da aldeia e de conversas informais com professores. Apesar da instituição escolar chegar para seu povo de forma colonizatória, após séculos decidiram se apropriar dos conhecimentos não indígenas como forma de resistência e enfrentando ao processo de subjugação gerado nos materiais didáticos. A tomada da decisão de estabelecer parceria com universidades se organizam coletivamente na perspectiva étnica, política, pedagógica, formativa tecendo inter-relação de seus saberes na construção de uma educação escolar própria que respeite e incorpore seus modos de ser, estar, conhecer e intervir nos mundos indígenas e não indígenas com espirito de protagonistas que refaz, desfaz, apropria, desapropria, dialoga e enfrenta as contradições existentes e que emergem no processo de resistência à lógica do sistema-mundo que impõe a negação da identidade étnica e do ser, estar Munduruku no mundo porque a educação escolar não está apartada do movimento indígena e o movimento indígena entrelaça a escola e a aldeia e seus próprios projetos de vida.
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