Escola colonizadora e a reviravolta pulsante pela ressignificação e representatividade do povo Munduruku

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30681/faed.v42i1.14819

Palavras-chave:

História da escola, Reafirmação ética, Identidade e resistência

Resumo

Este texto apresenta a educação civilizatória e catequética para o povo indígena Munduruku no início do século XIX até a organização do movimento escolar na Aldeia Nova Munduruku em Mato Grosso. No plano teórico, utilizamos o pensamento decolonial como estratégia epistemológica para a análise e compreensão do estudo. No plano metodológico utilizamos o viés qualitativo e desenvolvemos um levantamento histórico com autores, exercício da memória sobre a escola da aldeia e de conversas informais com professores. Apesar da instituição escolar chegar para seu povo de forma colonizatória, após séculos decidiram se apropriar dos conhecimentos não indígenas como forma de resistência e enfrentando ao processo de subjugação gerado nos materiais didáticos. A tomada da decisão de estabelecer parceria com universidades se organizam coletivamente na perspectiva étnica, política, pedagógica, formativa tecendo inter-relação de seus saberes na construção de uma educação escolar própria que respeite e incorpore seus modos de ser, estar, conhecer e intervir nos mundos indígenas e não indígenas com espirito de protagonistas que refaz, desfaz, apropria, desapropria, dialoga e enfrenta as contradições existentes e que emergem no processo de resistência à lógica do sistema-mundo que impõe a negação da identidade étnica e do ser, estar Munduruku no mundo porque a educação escolar não está apartada do movimento indígena e o movimento indígena entrelaça a escola e a aldeia e  seus próprios projetos de vida. 

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Biografia do Autor

  • Ronélia Nascimento, Universidade do Estado de Mato Grosso

    Possui graduação em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade do Estado de Mato Grosso (2009), com o trabalho de conclusão de curso Educação Escolar Indígena na Aldeia Munduruku, sob a orientação do Professor Doutor Elias Renato da Silva Januário. Especialização em Psicopedagogia Instrumental pela Unicid de São Paulo (2011), com o Trabalho de Conclusão de Curso Alfabetização: uma breve análise da ação pedagógica realizada em uma escola indígena no município de Juara-MT. Sob a orientação da professora Doutora Shirley Abraão e Especialização Educação e Diversidade pela Universidade do Estado de Mato Grosso (2012) com o Trabalho de Conclusão de Curso Processos Educativos: cultura e Etnoconhecimento Munduruku, sob a orientação da Professora Doutora Waldinéia Antunes de Alcântara Ferreira. Mestre em Educação pela Universidade do Estado de Mato Groso (2015), com a dissertação: Ser Criança na Comunidade Munduruku, sob a orientação do Professor Doutor Alceu Zoia. Doutoranda em Educação pela Universidade do Estado de Mato Grosso - PPGedu (2025).com projeto MATERIAIS DIDÁTICOS DO PROJETO AÇÃO SABERES INDÍGENAS NA ESCOLA, A constituição efetiva na prática pedagógica nas Escolas Indígenas da Terra Indígena Apiaká/Kayabi, na Linha de Educação e Diversidade, sob a orientação do professor Pós Doutor Alceu Zoia. Membro do Laboratório de Estudos e Pesquisa da Diversidade da Amazônia Legal LEAL. Com experiência na área de educação.

  • Alceu Zoia, Universidade do Estado de Mato Grosso

    Pós-Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Doutorado em Educação pela Universidade Federal de Goiás (2009), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso (2000), graduação em Filosofia pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (1990). Atualmente é professor adjunto da Universidade do Estado de Mato Grosso, atuando em diversos cursos e é professor do Programa de Pós-Graduação - PPGEDU/UNEMAT orientando na Linha de Pesquisa Educação e Diversidade, também atuo como professor permanente do PPGECII - Programa de Pós-Graduação em Contexto Intercultural Indígena. Editor da Revista da Faculdade de Educação e Membro do Corpo Editorial da Revista Educação, Cultura e Sociedade e da revista Eventos Pedagógicos. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase no Ensino de Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, filosofia, educação indígena e ensino. Líder do Grupo de Pesquisa Educação e Diversidade no contexto da Amazônia Legal Matogrossense/UNEMAT e do grupo Didática, práticas escolares e publicações didáticas, vinculado à UFPR. Faço parte da Rede de Pesquisa Ação Saberes Indígenas na Escola(ASIE), da Rede Internacional de Pesquisadores sobre Povos Originários e Comunidades Tradicionais (RedeCT) e da Rede Latino Americana de Diálogos Decoloniais e Interculturais (Reyala). Orcid.org/0000-0002-0512-9511

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

NASCIMENTO, Ronélia; ZOIA, Alceu. Escola colonizadora e a reviravolta pulsante pela ressignificação e representatividade do povo Munduruku. Revista da Faculdade de Educação, [S. l.], v. 42, n. 1, p. e4226009, 2026. DOI: 10.30681/faed.v42i1.14819. Disponível em: https://periodicos.unemat.br/index.php/ppgedu/article/view/14819. Acesso em: 13 jun. 2026.