COLONIALISMO, GÊNERO E RESISTÊNCIA: UMA ANÁLISE DE NADA DIGO DE TI QUE EM TI NÃO VEJA DE ELIANA ALVES CRUZ
DOI:
https://doi.org/10.30681/rcc.v7i20.14644Palavras-chave:
Eliana Alves Cruz, Cartas anônimas, TransexualidadeResumo
Este estudo analisa o romance Nada digo de ti que em ti não veja (2020), de Eliana Alves Cruz, ambientado no Rio de Janeiro em 1732. A narrativa explora a elite colonial, com cartas anônimas que ameaçam revelar segredos ocultos das famílias Gama e Muniz. O artigo parte do pressuposto de que o catolicismo e o tribunal da inquisição exerceram um regime de controle e opressão na sociedade da época, deslocando para o centro de reflexão a análise acerca da religiosidade de fachada e o enriquecimento da aristocracia construídos sob a exploração do trabalho escravo. O objetivo é investigar como a narrativa destaca o poder da Igreja, a escravização e a resistência da personagem Vitória, uma mulher transexual que luta contra a discriminação. A análise baseia-se nos conceitos teóricos de Memmi (1957), Akotirene (2019), entre outros.
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Referências
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Recebido: 22/07/2025
Aprovado: 01/10/2025
Publicado: 30/12/202

