COLONIALISMO, GÊNERO E RESISTÊNCIA: UMA ANÁLISE DE NADA DIGO DE TI QUE EM TI NÃO VEJA DE ELIANA ALVES CRUZ

Autores

  • Ana Paula Peixoto PPGLetras, UNEMAT, Campus de Sinop
  • Gilmar Peixoto
  • Jucieli Bertoncello Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
  • Lorena Azevedo do Carmo

DOI:

https://doi.org/10.30681/rcc.v7i20.14644

Palavras-chave:

Eliana Alves Cruz, Cartas anônimas, Transexualidade

Resumo

Este estudo analisa o romance Nada digo de ti que em ti não veja (2020), de Eliana Alves Cruz, ambientado no Rio de Janeiro em 1732. A narrativa explora a elite colonial, com cartas anônimas que ameaçam revelar segredos ocultos das famílias Gama e Muniz. O artigo parte do pressuposto de que o catolicismo e o tribunal da inquisição exerceram um regime de controle e opressão na sociedade da época, deslocando para o centro de reflexão a análise acerca da religiosidade de fachada e o enriquecimento da aristocracia construídos sob a exploração do trabalho escravo. O objetivo é investigar como a narrativa destaca o poder da Igreja, a escravização e a resistência da personagem Vitória, uma mulher transexual que luta contra a discriminação. A análise baseia-se nos conceitos teóricos de Memmi (1957), Akotirene (2019), entre outros.

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Biografia do Autor

  • Ana Paula Peixoto, PPGLetras, UNEMAT, Campus de Sinop

    Mestranda em Letras, pelo Programa de Pós-graduação em Letras PPGLetras, UNEMAT, Campus de Sinop, bolsista da CAPES.

    Orcid:

    E-mail: .  

  • Gilmar Peixoto

    Graduado em Pedagogia pela UNEMAT, Campus de Juara.

  • Jucieli Bertoncello, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

    Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Educação (ProPEd), Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - FAPERJ.

  • Lorena Azevedo do Carmo

    Pós-doutoranda em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com bolsa Nota-10 FAPERJ.

Referências

AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019.

CRUZ, Eliana Alves. Nada digo de ti, que em ti não veja. Rio de Janeiro: Pallas, 2020.

EVARISTO, Conceição. Escrevivência, Oralitura: conversa com Conceição Evaristo e Leda Martins. Saberes e Práticas, São Paulo, 2020. Disponível em: Escrevivência, Oralitura: conversa com Conceição Evaristo e Leda Martins Acesso em 24/01/2025.

EVARISTO, Conceição. Literatura negra: uma poética de nossa afro-brasilidade. Dissertação de Mestrado. PUC: Rio de Janeiro, 1996.

MARTINS, Leda Maria. Afrografias da Memória: o Reinado do Rosário do Jatobá. 2. ed. rev. e atual. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2021.

MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar, poéticas do corpo-tela. Editora Cobogó, 2021.

Memmi, A. O Colonizador e o Colonizado. Tradução de Maria José Figueiredo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Recebido: 22/07/2025

Aprovado: 01/10/2025

Publicado: 30/12/202

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Publicado

2025-12-29

Como Citar

Peixoto, A. P., Peixoto, G., Bertoncello, J., & Carmo, L. A. do. (2025). COLONIALISMO, GÊNERO E RESISTÊNCIA: UMA ANÁLISE DE NADA DIGO DE TI QUE EM TI NÃO VEJA DE ELIANA ALVES CRUZ. Revista De Comunicação Científica, 7(20), 107-121. https://doi.org/10.30681/rcc.v7i20.14644