EXU: O RASTRO DE UMA ESCRITURA EM CONSTANTE ADIAMENTO

Autores

  • Joémerson de Oliveira Sales SEDUC/MT
  • Rosana Arruda de Souza

Resumo

Nossa proposta de trabalho é discutir a figura de Exu utilizando algumas noções derridianas como o rastro e a escritura. Este orixá africano tem sua figura apresentada sempre sob duas vertentes uma positiva e uma negativa,  mas consegue migrar entre elas, utilizando o próprio impasse de não significar, nem uma nem outra coisa unicamente, como meio  de manter-se, tal como o rastro e a escritura, uma potência de significação.

Biografia do Autor

Joémerson de Oliveira Sales, SEDUC/MT

Licenciado em Letras com habilitação em Língua Portuguesa e suas respectivas literaturas pela UFMT/CUR e mestre em Estudos de Linguagem com ênfase em Estudos Literários pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), professor de Língua Portuguesa na escola Plena Pindorama de Rondonópolis – SEDUC-MT.

Rosana Arruda de Souza

Licenciada em Letras com habilitação em  Língua Portuguesa e suas respectivas Literaturas pela UFMT/CUR e mestre em Estudos de Linguagem com ênfase em Estudos Literários pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Em doutoramento em Estudos de Linguagem pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Bolsista Capes/Fapemat

Referências

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Publicado

31/07/2019

Como Citar

de Oliveira Sales, J., & Arruda de Souza, R. (2019). EXU: O RASTRO DE UMA ESCRITURA EM CONSTANTE ADIAMENTO. Revista De Estudos Acadêmicos De Letras, 12(1), 121–134. Recuperado de https://periodicos.unemat.br/index.php/reacl/article/view/3687