Líquido cefalorraquidiano – o que o anestesista deve saber
Resumo
A punção lombar é procedimento feito desde 1881 e é o principal meio de manipulação do espaço subaracnóideo e do líquido cefalorraquidiano (LCR), sendo a única forma utilizada na prática anestésica para alcançar a interrupção temporária da transmissão dos impulsos nervosos oriundos da medula, através da injeção de anestésicos locais apropriados (raquianestesia). Devido à grande frequência com que essa técnica anestésica é realizada, não é incomum o profissional se deparar com o refluxo de líquor de aspecto não habitual, ou seja, diferente do aspecto de “água de rocha”. Quando tal situação ocorre, na maioria das vezes se impõe certo temor ao anestesiologista diante de uma possível patologia desconhecida e das possíveis causas dessa anormalidade, que eventualmente podem conferir contraindicação à técnica anestésica proposta. Este trabalho de revisão tem como objetivo relatar os novos conhecimentos em relação a fisiologia do LCR e descrever os aspectos do LCR que podem ser obtidos durante uma punção raquidiana.
Palavras-chave: Líquido Cefalorraquidiano; Anestesiologia; Punção Espinal.
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