A CONSTRUÇÃO SIMBÓLICA DE NACIONALIDADE EM TERRA, DE ELIANE POTIGUARA
DOI:
https://doi.org/10.30681/rln.v19i57.14830Palavras-chave:
Literatura Indígena, Escrita Contemporânea, Identidade nacionalResumo
A literatura indígena, historicamente invisibilizada e reduzida a registros folclóricos ou etnográficos, foi marginalizada pela estrutura colonial que negou legitimidade às vozes originárias. Na contemporaneidade, entretanto, observa-se um movimento de afirmação dessa produção, que emerge como denúncia das violências históricas e, ao mesmo tempo, como prática estética e política marcada pela multiplicidade. Nesse contexto, a escrita de Eliane Potiguara se destaca por ressignificar memórias ancestrais e afirmar identidades coletivas, mobilizando símbolos da natureza como expressão de pertencimento, afetividade e nacionalidade. No presente artigo analisamos o poema TERRA (2018), buscando evidenciar a força simbólica das imagens poéticas na construção de um discurso de resistência e de afirmação cultural. A partir das perspectivas teóricas apresentadas por Grauna (2012), Thiel (2013), Dorrico, Danner e Danner (2020), entre outros. Desta forma, busca-se contribuir para o reconhecimento e valorização da literatura indígena no campo acadêmico, destacando sua relevância como ação político-social e estética, onde passado e presente se encontram para projetar novas perspectivas de sentidos.
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Referências
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