MEDICALIZAÇÃO DA INFÂNCIA NO CONTEXTO EDUCACIONAL:
um Estado do Conhecimento (2019–2024)
DOI:
https://doi.org/10.30681/reps.v17i1.14707Palavras-chave:
Medicalização da infância, Educação, Produção científica, Estado do ConhecimentoResumo
O artigo analisa criticamente a produção científica brasileira sobre a medicalização da infância no contexto educacional, no período de 2019 a 2024. O objetivo consiste em identificar tendências, convergências e lacunas nas pesquisas acadêmicas. Desenvolveu-se uma pesquisa bibliográfica do tipo estado do conhecimento, com análise de dissertações e teses disponíveis na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), orientada pela Análise de Conteúdo. Os resultados evidenciam a centralidade da formação docente, dos saberes psicológicos e das leituras individualizantes das dificuldades escolares. Concluiu-se que a medicalização opera como racionalidade institucional que sustenta processos de patologização da infância.
Downloads
Referências
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5. Porto Alegre: Artmed, 2014. Disponível em: https://membros.analysispsicologia.com.br/wp-content/uploads/2024/06/DSM-V.pdf. Acesso em: 24 jun. 2024.
ARAÚJO, J. C. G. de. Medicalização da educação: formação colaborativa com professores do ensino fundamental. 2022. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação Especial) – Centro de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2022. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/51274. Acesso em: 17 out. 2025.
ARDITTI, R. G. Constituição do saber-poder da psicologia brasileira e a medicalização da infância em contexto escolar. 2023. 87 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2023. Disponível em: https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFS-2_184cde504a60fa5a5306a94a86cff2d1. Acesso em: 15 out. 2025.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2004.
CALADO, V. A. A. A medicalização na Educação e a formação inicial do pedagogo. Tese (Doutorado) – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2019. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/28343?mode=full. Acesso em: 15 out. 2025.
CIRIBELLI, M. C. Como elaborar uma dissertação de Mestrado através da pesquisa científica. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2003.
COLLARES, C. L.; MOYSÉS, M. A. A. A transformação do espaço pedagógico em espaço clínico (A patologização da Educação). Série Ideias, São Paulo, n. 23, p. 25-31, 1996. Disponível em: https://evoluireducacional.com.br/wp-content/uploads/2012/08/A-Transforma%C3%A7%C3%A3o-do-Espa%C3%A7o-Pedag%C3%B3gico-em-Espa%C3%A7o-Cl%C3%ADnico-A1.pdf. Acesso em: 15 maio 2025.
DUARTE, B. Crianças que não aprendem na Escola: Problematizando Processos de Medicalização e Patologização das Infâncias. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação) – Universidade Federal do Espírito Santo, 2020. Disponível em: https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFES_faec78a8e06e178b07b142ef632d3b32?print=1. Acesso em: 15 out. 2025.
FARIA, S. E. F. Medicalização da infância: patologização e rotulação na alfabetização. Revista Eletrônica Saberes Múltiplos, Paraná, v. 7, n. 3, p. 142-157, 2018. Disponível em: https://unignet.com.br/portal-de-revistas-e-publicacoes/revista-eletronica-saberes-multiplos/. Acesso em: 8 mar. 2025.
FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Organização e tradução de Roberto Machado. São Paulo: Graal, 1979. Disponível em: https://pergamum.ufpel.edu.br/acervo/15391. Acesso em: 9 fev. 2025.
FUCK, L. B. Medicalização da educação: relação entre saberes e práticas medicalizantes no ensino básico das escolas públicas municipais de Florianópolis. 2022. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2022. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/247393. Acesso em: 20 nov. 2025.
ILLICH, I. A expropriação da saúde: nêmesis da Medicina. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975.
MINAYO, M. C. de S. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 1997.
MORAIS, B. P. de. Medicalização da infância: estudo sobre as pesquisas dos Programas de Pós-Graduação em Educação e Psicologia no Brasil (2010-2020). 2022. 169 f. Dissertação (Mestrado em Educação), Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Francisco Beltrão, 2022. Disponível em: https://tede.unioeste.br/handle/tede/6321. Acesso em: 15 nov. 2025.
MOROSINI, M. C.; FERNANDES, C. Estado do Conhecimento: conceitos, finalidades e interlocuções. Educação por Escrito, Porto Alegre, v. 5, n. 2, p. 154-164, jul.-dez. 2014.
PESSIN, L. A crítica à medicalização infantil: um recorte a partir de produções acadêmicas que privilegiam as narrativas infantis. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, 2020. Disponível em: https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFRRJ-1_23e5180cdbeb0e433a5074c54717d001. Acesso em: 11 nov. 2025.
TAVARES, C. B. Os processos de medicalização da infância e o uso de psicotrópicos por crianças: uma revisão da literatura. 2019. 109 p. Dissertação de Mestrado em Psicologia. Instituto de Educação, Programa de Pós-Graduação em Psicologia – PPGPSI, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2019. Disponível em: https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFRRJ-1_83f6e03e364ce5ef3aa07f53289ad9e2. Acesso em: 15 nov. 2025.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Eventos Pedagógicos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
O conteúdo deste periódico está licenciado sob CC BY-SA 4.0 (Atribuição-Compartilha-Igual 4.0 Internacional)[1]. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e desenvolvam o conteúdo em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador e que o conteúdo modificado seja licenciado sob termos idênticos. A licença permite o uso comercial.
[1] Para ver uma cópia desta licença, visite: https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.pt_BR.
