Nosferatu: Do Drácula de Bram Stoker ao Nazifascismo
DOI:
https://doi.org/10.30681/rccs.v11i1.13865Palavras-chave:
Drácula; Nosferatu; nazifascismo; expressionismo; antissemitismo.Resumo
Este artigo analisa Nosferatu (1922), de Murnau, segundo Kracauer, como transposição expressionista de Drácula (1897). Investiga-se como o Conde Orlok antecipa discursos nazifascistas, associando o vampiro à peste e ameaça estrangeira. O Expressionismo Alemão é revisitado como reflexo da instabilidade pós-Primeira Guerra. Kracauer e Hogan apoiam a leitura do filme como item de diálogo com o imaginário antissemita, vendo em Nosferatu a imagem do "outro" racializado. A obra, mesmo não intencionalmente nazista, contribuiu visualmente para a construção do inimigo do regime. O estudo ainda suscita questionamentos sobre a recepção da obra e a presença de ideologias similares em outras obras.
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