Nosferatu: Do Drácula de Bram Stoker ao Nazifascismo

Autores

  • Luciana Costa UERJ/PPGCom
  • Ricardo Marques UCP/Professor

DOI:

https://doi.org/10.30681/rccs.v11i1.13865

Palavras-chave:

Drácula; Nosferatu; nazifascismo; expressionismo; antissemitismo.

Resumo

Este artigo analisa Nosferatu (1922), de Murnau, segundo Kracauer, como transposição expressionista de Drácula (1897). Investiga-se como o Conde Orlok antecipa discursos nazifascistas, associando o vampiro à peste e ameaça estrangeira. O Expressionismo Alemão é revisitado como reflexo da instabilidade pós-Primeira Guerra. Kracauer e Hogan apoiam a leitura do filme como item de diálogo com o imaginário antissemita, vendo em Nosferatu a imagem do "outro" racializado. A obra, mesmo não intencionalmente nazista, contribuiu visualmente para a construção do inimigo do regime. O estudo ainda suscita questionamentos sobre a recepção da obra e a presença de ideologias similares em outras obras.

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Biografia do Autor

  • Luciana Costa, UERJ/PPGCom
    Biografia Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UERJ, com bolsa concedida pela CAPES. Membro do grupo de pesquisa "POPMID: Reflexões sobre Gêneros e Tendências em Produções Midiáticas", coordenado pelo Prof. Dr. Yuri Garcia. Graduada em Jornalismo pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (2014). Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo e Editoração. Jornalista, crítica de cinema, membro da ACCRJ (Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro) e da FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema). Integrou os júris do Festival do Rio (2018), Animamundi (2019), Mar del Plata (2019), Rio Fantastik (2019) e Festival de Roterdã (2020). Foi curadora das mostras Melhores do Ano da ACCRJ (2024) e Divas As Musas da Era de Ouro de Hollywood (2024), além de ter atuado como assistente de curadoria nas mostras Marilyn Monroe: A Maior Estrela de Hollywood e Steve McQueen: The King of Cool.Criadora e redatora-chefe do site Cinematizando. Participou com textos em diversas revistas e catálogos de mostras de cinema, como Melhores do Ano da ACCRJ (2018 a 2022), Alusões Homoeróticas do Cinema Clássico, Stephen King: O Medo é Seu Melhor Companheiro, Franco Zeffirelli: Amor, Tragédia e Religião no Cinema, Paul Newman: Belo e Indomável, Rod Serling e Richard Matheson: Histórias Além da Imaginação e O Cinema de Tim Burton. É autora dos livros Um Amor de Gênio (2022) e Divas As Musas da Era de Ouro de Hollywood (2025). Atuou ainda como tradutora, revisora de texto e assistente de curadoria em diversas mostras. https://orcid.org/0009-0008-6671-5224
  • Ricardo Marques, UCP/Professor

    Professor Tutor pela Universidade Católica de Petrópolis (2019-). Doutor em Relações Internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) (2023). Mestre em Educação pela Universidade Católica de Petrópolis (2019), com ênfase em estudos comparativos internacionais. Possui graduação em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Petrópolis (2014), graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Petrópolis (2017) e graduação em Ciências Contábeis pela Cruzeiro do Sul (2023). Tem experiência na grande área de Ciências Sociais Aplicadas, com ênfase em Relações Internacionais, Bilaterais e Multilaterais, Estudos Comparativos Internacionais, Diplomacia Cultural, Economia Internacional, Instituições Econômicas, Estatística, Matemática Financeira e Matemática para Negócios.

    https://orcid.org/0000-0001-6803-6059

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Publicado

2025-12-30

Como Citar

Costa Alves de Almeida, L., & Almeida Marques, R. (2025). Nosferatu: Do Drácula de Bram Stoker ao Nazifascismo. Revista Comunicação, Cultura E Sociedade, 11(1). https://doi.org/10.30681/rccs.v11i1.13865